História mostra que posto no Vasco sempre pertenceu a jogadores "de linha"

Fernando Prass está a 90 minutos de entrar para a história do Vasco . Se o time empatar com o Coritiba nesta quarta-feira, no Couto Pereira, o título inédito da Copa do Brasil vai para São Januário. E ali, em pé, estará ele, eternizado na famosa “foto na parede”. Porém, mais do que marcar a passagem pelo clube com um feito desta importância, Prass se transformará no primeiro goleiro a conquistar um título de expressão como capitão da equipe cruzmaltina.

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Prass no treino desta terça em Curitiba
Futura Press
Prass no treino desta terça em Curitiba
Desde 2009 em São Januário, o camisa 1 jamais sonhou com a braçadeira. Tudo aconteceu por acaso. Até no começo de 2011, o posto pertencia a Carlos Alberto . Com a dispensa do meia no começo de fevereiro , a faixa de capitão foi parar no braço do goleiro. Seria, na ocasião, a vez de Felipe . Mas o meia fora afastado do time no mesmo episódio de Carlos Alberto – embora não por indisciplina. A diretoria achou melhor que o camisa 6 treinasse à parte para recuperar a parte física.

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No retorno de Felipe, o técnico Ricardo Gomes, que acabara de chegar e pedira que o jogador fosse reintegrado , tirou-lhe a responsabilidade sobre liderança do time. Gomes queria Felipe apenas preocupado em treinar, e por isso não lhe deu a braçadeira, imaginando que sem pressão o jogador pudesse se concentrar no trabalho de campo. Deu certo. Felipe voltou a jogar o fino. E, de quebra, Fernando Prass se consolidou como capitão. 

A história revela que nos títulos de grande relevância os heróis “da linha” erguiam a taça. O maior deles foi Roberto Dinamite, hoje presidente do clube. Na história recente, além de Carlos Alberto, Romário e Edmundo foram donos da braçadeira. O Baixinho teve a honra de receber troféus como a Copa João Havelange e a Copa Mercosul, ambos em 2000. O zagueiro Maurou Galvão ficou marcado no Estadual de 98 e na Libertadores, no mesmo ano. 

Nos anos 80, além de Dinamite (cariocas de 82 e 87), o volante Zé do Carmo (Brasileiro de 89) e o zagueiro Fernando (estadual de 88) fizeram história. Antes, entre o fim dos anos 60 e parte da década seguinte, Alcir Portela liderou o time por 11 anos. Foi ele o capitão no primeiro título brasileiro, em 1974. Nos anos 50, o zagueiro Bellini, capitão da seleção na Copa do Mundo de de 58, também liderava o time cruzmaltino. E na década anterior, no inesquecível Expresso da Vitória, Barbosa - para muitos o maior goleiro do Vasco - era figura de destaque, mas sem a braçadeira. 

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