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Chegada de presidenciáveis tem conversa ao pé do ouvido com conselheiros que podem trocar de voto na última hora

Os candidatos a presidente do Palmeiras procuravam convencer conselheiros eleitores a votar neles momentos antes da eleição. A imprensa não pôde permanecer na entrada do ginásio da Academia de Futebol, onde será a votação (porque o clube está em reforma para a construção da Arena Palestra), mas o iG acompanhou por algum tempo a chegada dos principais personagens do pleito palmeirense.

O primeiro presidenciável a chegar foi Salvador Hugo Palaia, 77 anos, que não parou de conversar nos 20 minutos que ficou do lado de fora do ginásio. Ele se aproximava de todos, com alguns falava com mais desenvoltura, beijava, já com outros parecia retraído.

Paulo Nobre, 42 anos, chegou na sequência, dirigindo um Audi e com a assessora ao lado. Deixou o carro no valet gratuito que a diretoria contratou para manobrar e guardar o carro dos conselheiros na Academia (chegou uma hora que mal havia vagas). Ele desceu e logo depois de entregar a chave do carro ao manobrista começou a peregrinar pelo pátio de frente ao ginásio conversando com colegas.

É improvável que os candidatos consigam adesões tão em cima da hora. Arnaldo Tirone, 60 anos, chegou pouco depois de Nobre, mas preferiu ficar já dentro do salão, conversando com conselheiros que preferiram se sentar. Meia hora depois de observar a chegada dos candidatos e eleitores (Marco Pólo Del Nero, presidente da FPF, entrou no clube a pé), o iG foi convidado a voltar para a sala de imprensa. O único a falar antes do pleito foi o ex-presidente Mustafá Contursi, que apoia Tirone.

“Não terei cargo de diretoria em caso de vitória do Tirone. Sou membro vitalício do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização) e, claro, se for convidado a dar conselhos darei”, disse Contursi, presidente de 92 a 2004.