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Candidato de oposição do Botafogo quer Engenhão caracterizado

Em entrevista exclusiva, Carlos Eduardo Pereira apresenta projetos e critica pontos da atual gestão

Renan Rodrigues, iG Rio de Janeiro |

É no alto do 43º andar de um edifício de mais de 160 metros de altura, localizado no bairro de Botafogo, na zona Sul do Rio de Janeiro, que o empresário Carlos Eduardo Pereira tem uma vista privilegiada da Baia de Guanabara e da sede do Botafogo de Futebol e Regatas. Não bastasse a vista de General Severiano, a decoração do escritório faz questão de deixar claro ao visitante qual o time de coração do consultor na área de gestão de shoppings centers.

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Único candidato de uma chapa de oposição que irá disputar a eleição com o atual presidente do Botafogo, Maurício Assumpção, Carlos Eduardo Pereira foi aliado e ajudou a eleger, três anos atrás, quem agora é seu adversário no pleito. Ironicamente, quer ser eleito mandatário do time carioca pela chapa 'Preta e Branca' para esvaziar os poderes presidenciais.

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"Queremos mudar esse formato do poder exageradamente concentrado nas mãos do presidente. Não se concebe mais numa empresa moderna, que você tenha tanto poder nas mãos de uma única pessoa. Vamos compartilhar com outros órgãos colegiados e fiscalizadores", disse em uma entrevista exclusiva ao iG.

Entre as maiores críticas da atual gestão, estão a não construção de um centro de treinamento para o time profissional, a neutralização do estádio Engenhão e a estagnação na captação de sócios. Confira abaixo o que pensa e quais os projetos do homem que pretende assumir a presidência do time da Estrela Solitária nos próximos três anos.

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Renan Rodrigues
Carlos Eduardo Pereira é o único candidato de oposição nas eleições do Botafogo
iG: Quais os principais projetos da chapa 'Preta e Branca'?
Carlos Eduardo Pereira:
A chapa tem uma ligação muito estreita com o próprio Maurício Assumpção, porque todo esse grupo que agora está disputando o pleito votou nele, evitou que ele levasse uma rasteira nas últimas eleições, quando um dos grupos que está ligado a ele agora (o grupo citado é o Movimento Carlito Rocha), fez uma renúncia coletiva a poucos momentos do registro da chapa. O 'Mais Botafogo' foi e completou o número de sócios para que ele pudesse concorrer. Queremos mudar esse formato do poder exageradamente concentrado nas mãos do presidente. Eu até brinco com os companheiros da chapa, que quero muito ser o presidente que vai esvaziar o poder presidencial. Não se concebe mais numa empresa moderna, que você tenha tanto poder nas mãos de uma única pessoa. Vamos compartilhar com outros órgãos colegiados e fiscalizadores.

A ideia é fortalecer o Conselho Deliberativo, Conselho Diretor, a Junta de Julgamentos e Recursos e o Conselho Fiscal, colocar esses órgãos para funcionar, e mais próximos da presidência. Buscar os princípios da governança corporativa: ter três balanços auditados, aprovados pelo Conselho Deliberativo, tudo colocado no site, orçamento em execução. Para que o botafoguense saiba o que está sendo realizado no ano, que a imprensa tenha acesso, para que se saiba quanto o clube tem em caixa para o próximo ano, quanto foi antecipado de receitas. Hoje pouca gente sabe e é esse perfil que queremos mudar.

Outra questão é a parte social. Nossos pais frequentavam o clube, existiam os bailes, um convívio social, um ambiente. O Salão Nobre de General Severiano, hoje, é só um salão de aluguel para festas e eventos. Quero que as piscinas funcionem muito bem, que a sauna esteja estruturada, que exista um espaço com mais atividades esportivas, tudo com qualidade, para que o sócio possa se sentir bem.

iG: E para o departamento de futebol, quais são as ações planejadas?
Carlos Eduardo Pereira:
A ideia é centralizar o departamento de futebol. Todo comando será único, desde as categorias de base, até o profissional, para que exista continuidade. Nosso objetivo é iniciar o projeto de um centro de treinamento que seja do Botafogo, que atenda desde o profissional até as categorias de base, e estabelecer um valor do nosso orçamento para ser investido anualmente neste local. Um projeto independente de qualquer gestão. Um dos problemas no clube é a falta de continuidade administrativa, mas nossa visão é de manter o que está correto e consertar o que a gente acha que pode ser consertado.

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iG: Como começou sua história política no Botafogo? Qual a ligação com o clube?
Carlos Eduardo Pereira:
Sempre frequentei o clube desde pequeno. Entrei para a parte política do Botafogo no final dos anos 70, fazia parte do movimento Botafogo Força e Renovação. Ai foi o primeiro contato, quando conheci um pouco mais a vida política do clube. Participei de algumas eleições e depois, na gestão do então presidente Emil Pinheiro, participei do Conselho Deliberativo e tive a oportunidade de criar a comissão que conseguiu o retorno do Botafogo para General Severiano. Fui vice-presidente administrativo de Jorge Aurélio Domingues que assumiu após a renúncia de Emil, e também na gestão de Mauro Ney Palmeiro. Também fui vice-presidente geral na gestão do Carlos Augusto Montenegro, quando vencemos o Brasileirão de 1995. Depois disso, tive que me dedicar mais na parte profissional, só participando do Conselho Deliberativo. Hoje sou presidente da Comissão Permanente do Conselho Deliberativo, que o representa fora das reuniões.

iG: Segundo um estudo publicado pela empresa de consultoria BDO RCS, o Botafogo tinha a segunda maior dívida dos clubes brasileiros em 2010. Como diminuir esse rombo e manter um time competitivo?
Carlos Eduardo Pereira:
A dívida cresceu muito nos últimos três anos e hoje em dia, o que nos falta é aquele perfil da transparência para que possamos entender os fatores que levaram essa dívida a crescer tanto. Temos que analisar a questão da dívida sobre em três frentes: a parte de impostos, onde temos alguma facilidade para negociar em prazo, não em valores. A parte trabalhista, que é mais preocupante, mas existe o acordo com o tribunal e, desde que fazemos aquele pagamento regular, estamos dentro da lei, e a parte de fornecedores e o próprio custo de manutenção do clube.

Hoje, os grandes clubes têm cinco grandes receitas importantes. Os sócios, onde a nossa participação, infelizmente é muito baixa. O patrocínio de camisas, que o Botafogo está mais ou menos situado nesse mercado, temos as cotas de televisão, onde o Brasil está correndo o risco de se tornar uma nova Espanha, o que é preocupante, e a negociação de atletas formados na base. É ai que o Botafogo praticamente não tem receita, pois não temos um CT, uma estrutura para formar jogadores. Não adianta termos um ou dois campos em Marechal Hermes, um em Caio Martins, um em General Severiano, um no Engenhão. Você não tem uma integração entre as categorias e não estimula a vinda dos garotos, pois ele tem que olhar e ver continuidade. O restante da dívida, não tenha dúvida que teremos que renegociar, e renegociar bem. Procurar criar um superavit no orçamento anual e poder chegar e negociar, pois com dinheiro na mão, é possível abater valores. Isso passa por um processo de gestão financeira responsável, para evitar que ela siga crescendo e que a gente possa começar a pagar.

iG: Quais os problemas apontados pela chapa nos últimos três anos de gestão?
Carlos Eduardo Pereira:
A captação de novos sócios é um dos pontos que a atual gestão não deu uma resposta efetiva. Estamos com os mesmos dois mil sócios de sempre, os eternos dois mil sócios que sempre tivemos. E você vê nos sites, nos jornais, o número de sócios que o Internacional tem, por exemplo, de mais de 100 mil. Com isso, o clube tem uma receita social muito baixa. A ideia é procurar levar qualidade no contato para o sócio, fazer com que ele se sinta novamente em casa.

Outra coisa é a questão da falta de um CT, que isso, para mim, foi uma grande falha. Os jogadores que surgiram da base do Botafogo, todos vieram de outros clubes, tiveram o início em outros clubes. Chegaram em um determinado patamar dentro do Botafogo, mas não são frutos de um trabalho de origem, de longo prazo. Não existe a identidade do garoto com o clube. O centro de treinamento do Atlético-PR, por exemplo, possui uma estrutura de acesso, para o garoto poder ir treinar. Aqui não existe nada nem parecido com isso. O presidente viajou e foi ver até o do Real Madrid, Barcelona, acho que não precisava ir tão longe para ver como as coisas funcionam.

Por fim, vejo algumas mudanças necessárias no nosso marketing. Apesar de marcar uma presença grande nos eventos, realizar ações, a gente questiona um pouco a questão dos resultados que são alcançados. Fazem muitas festas e tudo, mas a que custo? Qual o custo disso e o que isso está produzindo para o Botafogo? Tudo isso tem que ser avaliado.

Renan Rodrigues
De seu escritório, em Botafogo, Carlos Eduardo Pereira observa a sede de General Severiano
iG: Segundo dados do próprio Botafogo, o número de sócios torcedores subiu de 300, no começo de 2009, para 7,5 mil adimplentes em 2011. Mesmo assim é um dos pontos em que a chapa propõe mudanças. Por quê?
Carlos Eduardo Pereira:
A gestão desse programa não é feita pelo Botafogo. Temos uma empresa terceirizada que faz essa gestão e você acaba tendo ele como um programa quase que paralelo ao quadro social do Botafogo. No nosso entendimento, é preciso ter um programa que faça com que as pessoas criem vínculos com o clube. Não queremos só uma pessoa que queira uma cadeira no estádio, que pode ser de qualquer clube, mas que participe também do dia a dia do Botafogo, que entenda, para que isso seja uma coisa de longo prazo. São sete mil pessoas que poderiam estar ligadas ao clube e não estão, tendo apenas os dois mil sócios de sempre no dia a dia, participando. Acho que essa duplicidade tem que ser eliminada, tem que existir uma integração dos programas.

iG: A contratação de alguns jogadores em 2011, foi feita com parceiros e fundos de investimento, o que se tornou comum no futebol atualmente. Esse modelo continuará sendo adotado?
Carlos Eduardo Pereira:
Não descarto, mas vejo no ponto que já abordei, que é da transparência. Algum tempo atrás, um assunto submetido a nós, da comissão permanente, foi a ideia de um fundo de investimentos para a aquisição de jovens valores de fora, que iriam reforçar o Botafogo. Depois de um tempo, o Botafogo passou a vender seus jovens para o fundo de investimento, para levantar dinheiro e pagar suas dívidas, desvirtuando completamente o que havia sido proposto. Tudo que representa a possibilidade de agregar novos valores é muito importante e estamos abertos, desde que seja feito com transparência, que os conselhos analisem, que o Conselho Fiscal dê parecer positivo, que o departamento de futebol esteja de acordo, que o Conselho Deliberativo tenha ciência das operações. Sendo assim, acho que é possível. Queremos manter todos os canais de diálogos de investidores, para que o Botafogo transmita segurança de que eles poderão investir no clube, que terão tranquilidade, que os acordos serão respeitados dentro da transparência.

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iG: A tentativa de expulsar o ex-presidente Bebeto de Freitas dividiu e enfraqueceu a oposição?
Carlos Eduardo Pereira:
Não acredito, pois é uma questão técnica. O balanço da segunda gestão do ex-presidente foi apresentado ao Conselho Deliberativo, que o rejeitou e determinou que esse balanço, que veio com parecer contrário do Conselho Fiscal, fosse para a Junta de Julgamentos e Recursos. Lá eles levantaram todo o processo, que teve uma única manifestação do ex-presidente Bebeto de Freitas, mas nada material, que explicasse as inconsistências. A Junta procedeu e diante da ausência de argumentação de defesa, aplicou o que o regulamento disciplinar prevê. Nenhum poder do clube extrapolou sua posição. A gente esperava que o ex-presidente se apresentasse, procurasse trazer sua provas, seus argumentos, mas infelizmente ele se ausentou completamente. Apenas em duas ocasiões um advogado dele se apresentou apenas dizendo que era uma questão política, quando não é uma questão política, é somente técnica. Foi um trabalho muito sério do Conselho Fiscal, composto por pessoas da maior credibilidade. Não é uma questão de situação ou oposição. Ele foi um atleta extraordinário, uma pessoa que representou um período glorioso do vôlei do Botafogo e do Brasil. Assumiu o clube na segunda divisão, trouxe para a primeira com méritos, nada disso está em questão. A questão é objetiva. Um balanço com irregularidades que o Conselho Fiscal detectou e que não foi explicado, ponto.

iG: Como pretende agir no caso Jobson se for eleito? Acha que o clube deve dar mais uma chance para o jogador ou deve tentar negociá-lo?
Carlos Eduardo Pereira:
Não conheço o Jobson, o que sei é de leitura. Do começo dele no Botafogo, os problemas, depois foi para o Atlético-MG e teve problemas, então foi para o Bahia e teve problemas e agora sofreu a extensão da suspensão dele. Precisamos ver as características do contrato dele, mas acho que pelo nível do atleta, que indiscutivelmente tem grandes qualidades, o Botafogo deve seguir com ele, não mandá-lo para fora, tentar o próprio clube entender os problemas e fazer com que ele reforce a equipe. É difícil encontrar um jogador com aquele talento. Se ele entender o potencial que tem, o que pode conseguir, sem dúvida alguma temos que tentar mais.

iG: A colocação de cadeiras vermelhas no estádio Engenhão se tornou uma polêmica entre os torcedores. Como gerar lucro com o estádio e manter as tradições do clube?
Carlos Eduardo Pereira:
A atual gestão adotou um conceito de tentar vender o Engenhão para os patrocinadores, que é um conceito discutível, na questão do número de espectadores presentes, com os outros clubes jogando lá desde o fechamento do Maracanã. Com isso, conseguiram um patrocínio comum aos grandes clubes do Rio de Janeiro (a cervejaria Brahma), e que leva o estádio a uma neutralidade total. Pessoalmente, acho difícil entender que sua casa seja neutra. Se Corinthians e Santos forem jogar em São Paulo, e o São Paulo tiver uma partida contra o Palmeiras, vai jogar no Morumbi. Não existe discussão sobre qual a casa dele. O Botafogo não tem essa autonomia sobre o estádio, ele foi posicionado como uma coisa neutra e isso não agrada.

No episódio recente do show do Justin Bieber, o agrônomo que cuida do gramado disse que ele estava bom e que até poderíamos jogar lá, mas que o Botafogo não enfrentou o Bahia para preservar o campo para o Fla x Flu. Fomos jogar em São Januário, perdemos dois pontos importantíssimos, pagamos R$ 25 mil de aluguel ao Vasco, mas recebemos R$ 5 mil de Flamengo e Fluminense. Quer dizer, tem algo muito errado nessa conta. Na última rodada, o jogo entre Botafogo e Fluminense ainda gera uma dúvida sobre onde será a partida. Imagina só. Podemos estar decidindo o título brasileiro, será que não vamos jogar na nossa casa? Ou o Engenhão é nossa casa, a casa do Botafogo, ou é o estádio da prefeitura. Se é da prefeitura, ela ou os outros clubes que assumam os custos do Engenhão, que é alto e está na casa dos R$ 600 mil por mês. Se não, fica muito cômodo cobrar do Botafogo que não tenha apagão, que as catracas funcionem, e na hora do Botafogo apresentar sua marca, taxar como um estádio neutro.

Ainda vão lá e colocam nossas cadeiras pintadas de vermelho. A questão é de marketing também. A hora que você coloca nossa torcida, nossas bandeiras, sobre aquele fundo vermelho, o resultado é o pior possível para nossas tradições. É preciso mostrar para a empresa que está locando aquele espaço, que o produto final que ele está conseguindo é polêmico, não é o que nos interessa. Tanto que o Maurício Assumpção disse em uma entrevista que 'verde pode na nossa camisa, vermelho que seria um problemão' e depois, por outras razões, passou a aceitar. Se é o nosso estádio, tem que ter nossas cores, melhorar a publicidade de campo. Mas tem que ser no convencimento, não é chegar e falar para o patrocinador 'saia daqui'. Temos que dialogar no nível profissional, não clubístico, porque não é interessante para eles criar um problema com a torcida do Botafogo também. E o mais importante, temos que olhar o Engenhão como um negócio, se ele é um negócio, você tem que obter os resultados.

iG: A base da chapa 'Preta e Branca' é formada por vice-presidentes e diretores que participaram do primeiro ano da gestão do presidente Maurício Assumpção. O que aconteceu para que fosse formado um grupo antes ligado a atual gestão?
Carlos Eduardo Pereira:
Acho que passa por aquele processo de isolamento do presidente. Estava presente na reunião em que ele declarou a vontade de se candidatar, demonstrou interesse e principalmente adesão aos compromissos, que não são muito diferentes de hoje. A chapa continua desejando as mesmas coisas. O que vimos, foi que com o tempo aconteceu um afastamento, ele foi se isolando, afastando esses colaboradores mais próximos. Em nenhum momento houve uma sinalização de que fosse algo transitório ou que tivesse uma mudança a caminho, pelo contrário, aconteceu um aprofundamento disso. Tanto que chegou o período eleitoral e ele optou por dialogar com os adversários lá de trás. Para nós foi uma surpresa muito grande, porque continuamos exatamente onde sempre estivemos. E hoje ele está com pessoas que foram contra ele na eleição passada, que na derrota de 6 a 0 para o Vasco, no Campeonato Carioca de 2010, fizeram criticas contundentes a ele e pediram sua saída. Esse personalismo é que definitivamente a gente quer colocar de lado. Sou candidato, mas já avisei que todos podem cobrar que esse negócio de 'minha cadeira, minha mesa, meu time, meu treinador' não tem mais sentido na vida de um clube de futebol.

iG: O desempenho do time no Campeonato Brasileiro irá influenciar na disputa eleitoral? Isso torna Maurício Assumpção favorito à reeleição?
Carlos Eduardo Pereira:
Existem casos recentes de eleições que foram decididas contrariamente a um presidente que foi campeão. Não acho que é o caso, pois nosso quadro social é muito pequeno. Se ele fosse maior, se os sócios torcedores tivessem direito ao voto, talvez isso fizesse sentido. Hoje, o quadro social do Botafogo tem um perfil muito próprio, ele é sensível a estímulos próprios como a sobrevivência do clube, a questão orçamentária, o grau de endividamento, os serviços oferecidos aos sócios. Tudo isso vai influenciar, acho que está bem dissociada do futebol.

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