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Campeonato Paranaense vira competição de nomes exóticos

Praticamente cada um dos 12 clubes do Estadual tem jogadores que carregam "heranças" de batismo. Assim como técnicos e árbitros

Altair Santos, iG Curitiba |

Já imaginou uma escalação com estes jogadores: Spada; Ligger, Brinner, Jecimauro e Taianan; Geandro, Liroujol , Rilbert e Madson; Hote e Henan? Dos clubes que disputam o campeonato paranaense é possível extrair esse exótico time. São jogadores, cujos nomes de batismo causam espanto principalmente nos narradores. A ponto de alguns deles tentarem ajudar a “turma da latinha”. Como ocorreu com o polivalente Taianan, do Paraná Clube. “Podem me chamar de Tai, se quiserem”, disse. A emenda ficou pior do que o soneto e os narradores preferiram manter o nome original.

AE
Madson, do Atlético-PR, é um dos atletas de nome incomum no Campeonato Paranaense
Gaúcho, cujos pais lhe deram um nome indígena, Taianan não está só. Ele rivaliza, por exemplo, com o lateral-direito Ligger e o zagueiro Brinner, ambos do Cianorte. No caso de Brinner, os pais decidiram homenagear o célebre ator Yul Brinner, que morreu em outubro de 1985, no mesmo mês e ano em que o jogador nasceu. Outro que teve seu nome inspirado em astros da TV foi o meio-campista do Roma Apucarana, Liroujol. Trata-se de uma corruptela do personagem Little John, do seriado Bonanza - sucesso mundial entre os 1960 e 1970.

Mas o exotismo não para por aí, e não é exclusividade dos times do interior. No Coritiba, o zagueiro Jeci não tem um nome lá muito comum. O próprio jogador admite que Jecimauro é uma fusão de nome de avó com avô. No Atlético Paranaense, Henan, Wescley e Madson rivalizam na disputa entre os nomes mais incomuns do elenco. Henan, por exemplo, não sabe explicar o porquê da opção feita por seus pais. Suspeita que era para ser Renan, mas na hora do registro em cartório houve algum atropelo. Mas será que os pais queriam que ele se chama-se “He-man”?

Porém, ter sido batizado com nome, digamos, estranho, não é exclusividade dos jogadores. O técnico Richard Malka, do Roma Apucarana, também pode se candidatar a sócio do “clube”. E o que dizer do árbitro Jarbe Cassou? Tanto o treinador quanto o árbitro têm a alternativa de serem chamados de “professor”. Já os jogadores se amparam no número da camisa. “Às vezes, o professor esquece meu nome e me chama pelo número”, admite Wescley, que nestas horas, assim como os demais portadores de nomes exóticos, preferia se chamar João ou José.

Os nomes exóticos do futebol paranaense:

Spada, goleiro , Roma Apucarana
Gilsivan, goleiro, Operário
Ligger, lateral-direito, Cianorte
Robenval, zagueiro, Roma Apucarana
Brinner, zagueiro, Cianorte
Jecimauro, zagueiro, Coritiba
Corbari, zagueiro, Paranavaí
Geandro, volante, Cianorte
Taianan, meio-campista, Paraná
Rilbert, meio-campista, Operário
Madson, meio-campista, Atlético
Eydson, atacante, Iraty
Hote, atacante, Corinthians-PR
Henan, atacante, Atlético-PR
Wescley, atacante, Atlético-PR
Técnico: Richard Malka, do Roma Apucarana
Árbitro: Jarbe Cassou

Leia tudo sobre: Campeonato Paranaense 2011

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