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Caio Júnior: Se quiser, Catar fica pronto para Copa antes do Brasil

Técnico está há quase dois anos no país árabe, recentemente escolhido pela Fifa para sediar o Mundial de 2022, e prevê que nem terrorismo ameaça torneio no Oriente Médio

Altair Santos, iG Curitiba |

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Prestes a completar dois anos no futebol do Catar, onde treina o Al-Gharafa, o técnico Caio Júnior, 45 anos, avalia que o país árabe fará uma Copa do Mundo de alto nível em 2022. Ele até arrisca dizer que o Catar, hoje, já está mais preparado para receber o Mundial do que o próprio Brasil, com muito mais tradição no futebol e que vai sediar a próxima edição do torneio, em 2014.

Caio Júnior também avalia que a Copa no Catar vai abrir ainda mais o mercado do país para o futebol brasileiro. Em entrevista por telefone, o técnico sequer descarta a hipótese de estar no comando da seleção do Catar em 2022. Se houver o convite, direi sim, afirma. Confira a entrevista:
 
iG: Pelo que você vê aí no Catar, o país tem condições de fazer uma grande Copa?
Caio Júnior: Sim, o Catar vai cumprir tudo o que apresentou no projeto. Eles têm dinheiro e vontade de fazer uma grande Copa do Mundo. É a grande chance de eles mostrarem o país para o mundo.

iG: Já tem estádios prontos ou o país fará estádios novos?
Caio Júnior: O país já tem excelentes estádios. Um deles, inclusive, com ar condicionado. Acredito que eles vão construir mais nove e aprimorar dois ou três.

Divulgação
Al-Rayyan tem tela de projeção ao redor de todo o estádio. Veja demais projetos

iG: Há a possibilidade de alguns estádios ficarem prontos antes mesmo de alguns no Brasil, para a Copa 2014?
Caio Júnior: Olha, existe esta possibilidade, sim. Aliás, alguns dos estádios já atendem todas as exigências da Fifa.

iG: Qual a diferença entre uma Copa no Brasil e no Catar?
Caio Júnior: São muitas diferenças. O Brasil é o berço do futebol, nosso país respira futebol, todo mundo torce por algum time. No Catar, a Copa servirá para fortalecer o esporte no país e no Oriente Médio.

iG: Motivado pela Copa, o Catar pode se tornar um bom mercado para o futebol brasileiro?
Caio Júnior: O Catar já é um bom mercado. Tem quatro treinadores brasileiros nos principais times daqui e tem jogadores, como o Juninho Pernambucano, que jogariam em qualquer equipe do Brasil.

iG: Quem mais de brasileiro trabalha aí?
Caio Júnior: Como treinador, tem eu, o Paulo Autuori, o Sebastião Lazaroni e o Péricles Chamusca, além de muitos profissionais nas comissões técnicas. Por exemplo, meu preparador de goleiros e meu massagista vivem há mais de 17 anos aqui. Tem vários jogadores brasileiros, alguns totalmente desconhecidos no Brasil, como o zagueiro Marconi, do meu time, o Al-Gharafa, que se naturalizou para defender a seleção do Catar.

iG: Por ser um país perto de uma região conflituosa, o risco de terrorismo não pode afetar a Copa no Catar?
Caio Júnior: O Catar já é rota de alguns dos principais eventos esportivos do mundo. Não é um país no alvo de terroristas internacionais e tem totais condições de garantir a segurança de um evento desta magnitude.

iG: Em 2022, o Caio Júnior pode ser o técnico do Catar?
Caio Júnior: Se houver o convite, existirá a possibilidade e direi sim.

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