Treinador acredita que vaias estão atrapalhando o desempenho de atletas mais novos e pede calma

O árbitro mal tinha apitado o início da partida entre Botafogo e Avaí , na noite desta quarta-feira, e alguns torcedores já estavam vaiando a equipe carioca nas arquibancadas do estádio Engenhão. Alessandro , Márcio Azevedo e João Filipe eram os principais alvos da ira da torcida, que também pediu a contratação de reforços após o apito final. Para o técnico Caio Júnior , o comportamento está atrapalhando a equipe, principalmente os jogadores menos experientes.

"É uma situação diferente. Vou pegar o exemplo do João Filipe. O torcedor tem que ter consciência de que é um jogador de muito futuro. Errou um lance, mas acertou 99% do que fez. Mas sendo vaiado com 5 minutos não é fácil, ainda mais para um jogador tão novo. Estamos tendo que realizar um trabalho diferente também. Além da parte tática, trabalhar o psicológico do jogador", declarou o técnico do Botafogo.

Além dos novatos, os experientes também sofreram com as vaias nesta quarta-feira. Alessandro tem sido xingado na maioria das partidas desta temporada. Para o treinador, a situação virou uma espécie de perseguição com determinados atletas.

"A questão da vaia eu entendo. Acho que já enfrentei torcidas exigentes e sei que é natural. Porém levaram apenas três minutos para as vaias começarem. Existem alguns jogadores que a torcida não tem a mínima paciência. Acho um pouco injusto isso, porque os atletas começam a partida pressionados", disse Caio Júnior.

Após o empate por 2 a 2 nesta quarta-feira, o Botafogo precisa vencer por qualquer placar na partida da volta. Em caso de empate por 0 a 0 ou 1 a 1, o Avaí se classifica pelo critério de gols marcados fora de casa. As equipes se enfrentam na próxima quarta-feira, às 19h30, no estádio da Ressacada, em Florianópolis.

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