Felipe Menezes, Alexandre Oliveira e Gustavo já haviam trabalhado com o treinador em outras equipes

AE
No Botafogo, Caio Júnior reencontrou quatro atletas que já tinha comandado em outros clubes
Muitos treinadores costumam ter alguns homens de confiança nos elencos em que trabalham. Em 2002, o técnico Luiz Felipe Scolari conseguiu conquistar o penta com a seleção brasileira na Copa do Mundo com a 'família Scolari'. Exemplos de jogadores que seguem os passos do comandante também são comuns, como o volante chileno Maldonado , que já foi comandado por Vanderlei Luxemburgo no Cruzeiro , Santos e atualmente no Flamengo .

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O técnico Caio Júnior , do Botafogo , também conquistou uma lista de 'seguidores' nas equipes por onde passou. Atualmente, quatro jogadores do time carioca já haviam sido comandados pelo técnico em outras equipes. O zagueiro Gustavo , com passagens por Paraná e Palmeiras , o meia Felipe Menezes , que trabalhou com o técnico no Goiás , em 2008, e o atacante Alexandre Oliveira , que apareceu no Paraná em 2002. Além deles, o meia Maicosuel, também do Paraná , já estava no elenco da equipe carioca quando o treinador foi contratado.

Zagueiro Gustavo trabalha com Caio Júnior pela terceira vez na carreira
Fernando Soutello/Divulgação AGIF
Zagueiro Gustavo trabalha com Caio Júnior pela terceira vez na carreira
Do primeiro trabalho de destaque no cenário nacional, a classificação para a Copa Libertadores com o Paraná, em 2006, o comandante levou quatro jogadores para seu próximo clube, o Palmeiras. O volante Pierre, os zagueiros Gustavo e Edmílson, e o meia-atacante Cristiano defenderam o time paulista em 2007, mas apenas Gustavo e Pierre conseguiram se firmar no time do Palestra Itália.

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Em 2009, quando assumiu o Flamengo, Caio Júnior levou o lateral-esquerdo Eltinho e o atacante Vandinho, que tinham atuado sob seu comando no Paraná, em 2006. Apesar de serem apontados como contratações do treinador, o meia Everton e o atacante Josiel, que também foram contratados do Paraná, não haviam trabalhado com Caio Júnior na equipe curitibana.

Porém, na visão do treinador do Botafogo, sua escolha nas contratações não leva em consideração somente o fato de já ter trabalhado com o jogador. Para Caio Júnior, ele tem um perfil de apostar muito mais nos jogadores jovens que formar uma 'panela' com atletas que já conhece.

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"Acho que não tenho muito essa característica de levar jogadores de um clube por onde passei para outro. Se for pesquisar, é muito pouco. Acredito que meu estilo é principalmente de valorizar quem está disponível e investir nos jovens das categorias de base. Mas existem algumas vantagens, porque você já conhece o jogador, a personalidade dele, sabe se vai trazer problemas de disciplina ou não", declarou o técnico Caio Júnior.

Zagueiro Gustavo trabalha com Caio Júnior pela terceira vez na carreira
Fernando Soutello/Divulgação AGIF
Zagueiro Gustavo trabalha com Caio Júnior pela terceira vez na carreira
O zagueiro Gustavo, que trabalha com Caio Júnior pela terceira vez na carreira, diz que se interessou em atuar no Botafogo quando soube que seria comandado pelo treinador. Ele revela que a relação com o comandante é de admiração.

"O Caio Júnior é uma pessoa que admiro muito como ser humano, alguém que vejo como amigo. Essa relação entre técnico e jogador é uma coisa espontânea, do dia a dia de trabalho. Ele é um cara do bem, inteligente. Temos uma relação de pai mesmo, diálogo muito bom. Quando soube que ele estava treinando o Botafogo, sem dúvida teve uma parcela muito grande para minha vinda para cá", declarou Gustavo.

Dos três contratados, apenas o zagueiro Gustavo se firmou entre os titulares, e por conta da lesão do companheiro Antônio Carlos. O meia Felipe Menezes e o atacante Alexandre Oliveira ainda buscam espaço na formação inicial do Botafogo. Por isso, o zagueiro afirma que jogadores indicados pelo técnico não recebem nenhum tipo de facilidade por uma vaga entre os titulares.

"Alguns torcedores podem até pensar que por ter sido indicado pelo treinador, um jogador terá a preferêncial e não é assim. A responsabilidade é muito maior, é preciso trabalhar muito mais. Não existe diferenciação, mas claro que a confiança é recíproca. Confio muito no trabalho dele e acredito que ele confia no meu também", disse o zagueiro do Botafogo.

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