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Cai liminar que vetava reeleição de Juvenal Juvêncio no São Paulo

Reunião nesta sexta-feira poderá mudar estatuto e permitir terceiro mandato ao atual mandatário

Levi Guimarães, iG São Paulo |

A ala situacionista do Conselho Deliberativo do São Paulo conseguiu no início da noite desta quinta-feira derrubar uma decisão que era considerada "irreversível" pela oposição até a semana passada. A liminar obtida pelo ex-judoca e vereador Aurélio Miguel que impedia a mudança do estatuto do clube em votação apenas entre os conselheiros foi cassada em ação movida pelo ex-presidente e advogado da situação Carlos Miguel Aidar.

Com isso, a mudança no estatuto para permitir um terceiro mandato ao atual presidente pode acontecer ainda nesta sexta-feira, já que uma reunião do Conselho já estava marcada para esta data. A expectativa é de que a emenda seja aprovada com facilidade, dada a maioria de Juvenal Juvêncio entre os conselheiros.

“Foi cassada a liminar. Acataram o meu agravo de instrumento em sede de liminar. O desembargador nos deu uma outra liminar e cassou a liminar do juiz lá de Pinheiros. Então agora vai ter a reunião amanhã e vamos votar o estatuto, mas ainda vai ser julgado o mérito da questão. Por enquanto só foi julgada a liminar”, disse Aidar ao iG.

A necessidade de julgamento do “mérito da questão” significa que a decisão atual ainda não é definitiva. O resultado do atual processo, assim como de outros iniciados nos últimos sete anos, depende do julgamento de um processo de 2004, anterior à primeira eleição de Juvenal Juvêncio, e que está aguardando o julgamento em última instância em Brasília. Porém, a decisão obtida nesta quinta já é suficiente para permitir que o Conselho vote a mudança do estatuto, também proposta por Aidar, na reunião que acontece nesta sexta, às 19h, no estádio do Morumbi.

“Óbvio que vai ser aprovado, pela maioria que o Juvenal tem, tanto no Conselho como na Assembléia. Mas isso vai continuar pendente no judiciário, como está o outro caso desde 2004. O dia que Brasília julgar aquele primeiro caso, resove tudo e aí acaba essa briga”, afirmou Aidar.

Procurado pelo iG, o candidato de oposição Edson Lapolla fez questão de frisar que apesar de ser votada nesta sexta, a mudança do estatuto poderá "não valer nada", já que a decisão do desembargador em relação ao processo ainda não é final, como mostra o texto da cassação da liminar: "Nesses termos, o mais sensato é permitir a realização da reunião marcada para o dia de amanhã, ficando, no entanto, suspensos os efeitos da respectiva deliberação até a decisão final deste recurso de agravo".

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