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Caetano ajuda Washington, colega de Caxias, a se tornar dirigente

Diretor-executivo do Flu está auxiliando o ex-atacante, que revela sonho de trabalhar no time carioca

Renan Rodrigues, iG Rio de Janeiro |

Photocamera
Rodrigo Caetano (à dir.) conversa com o técnico do Fluminense, Abel Braga
No final da década de 90, as tabelas entre um habilidoso meia canhoto e de baixa estatura com um centroavante alto, de força física e que já dava sinais de ter um faro de gol apurado, deram alegrias aos torcedores do Caxias do Sul. Mais de 14 anos depois, após terem cumprido destinos diferentes no mundo do futebol, a dupla se reencontra para uma nova tabela fora dos campos, mas desta vez com motivo de comemoração para os torcedores do Fluminense.

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Diretor-executivo do time das Laranjeiras, Rodrigo Caetano, o meia habilidoso, tem auxiliado Washington 'Coração Valente', o centroavante matador, nos primeiros passos como dirigente esportivo. Ambos foram companheiros no clube gaúcho e agora, enquanto Washington realiza cursos, trocam informações e dicas sobre a administração no futebol.

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Chance de verem ambos trabalhando nos bastidores do time carioca? Apesar da cautela, Washington não descarta o sonho de voltar ao clube onde pendurou as chuteiras no início de 2011.

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“Ainda preciso me aprimorar, estudar, mas é uma possibilidade sim. O Fluminense é um clube onde tenho uma identificação muito grande, tenho uma conversa muito boa com todos na diretoria, muitos amigos. Tanto que já participo de ações de marketing, estou sempre em contato. Seria bom reeditar a dupla com o Rodrigo”, disse o 'Coração Valente' ao iG.

AE
Washington não descarta voltar ao Fluminense, agora como dirigente

A relação de amizade atravessou o tempo e as distâncias. Os elogios rasgados são constantes entre ambos. Para Rodrigo Caetano, o ex-atacante está seguindo o caminho certo ao se preparar para a nova função com cursos e palestras, não contando apenas com a experiência como jogador.

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“O Washington é um sujeito fantástico, além de ter vencido uma grande dificuldade. A carreira dele fala por si, construída com muita superação. Acho que tem tudo para ser um grande profissional. O que eu posso dizer é que ser ex-jogador ajuda bastante, mas não credencia ninguém, é preciso se aprimorar, fazer cursos, mas vejo que ele está no caminho”, declarou o diretor-executivo do Fluminense.

Amigo de muitos jogadores do atual elenco do tricolor, com quem atuou em 2010, Washington também tenta transmitir o que guardou nos anos de futebol ao diretor.

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“Como ele tem mais experiência, está me dando dicas, conversa. Pela experiência de campo, já que joguei por mais tempo que ele, que acabou encerrando a carreira cedo, também tento passar algo. Você sabe como eles (jogadores) pensam, agem, o que precisam. Para alguns a cobrança mais forte rende mais, enquanto outros precisam de mais atenção, 'carinho'”, disse Washington.

Divulgação
Rodrigo Caetano com a camisa do Grêmio, clube onde iniciou a carreira
O dirigente jogador
Apesar de não ter ganho os holofotes nem brilhado nacionalmente, o cartola tricolor é elogiado pelo ex-colega do clube gaúcho. Caetano iniciou a carreira nas categorias de base do Grêmio. Sem espaço, foi para o Mogi Mirim, onde atuou ao lado de jogadores como Rivaldo e Valber. Mas foi no Juventude que viveu sua melhor fase, em 1996. Dois anos depois, chegou ao Caxias, onde atuaria ao lado de Washington.

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“Ele era bom jogador, um meia habilidoso, era mais experiente que eu na época. Como não tinha tanta força física, compensava com a técnica, evitava as faltas. Batia muito bem na bola. Me deu muitos passes para gol, tinha visão de jogo. Jogamos juntos o Campeonato Gaúcho de 1998”, recorda Washington, que na época nem sonhava em se tornar o 'Coração Valente'.

Enquanto o meia Rodrigo Caetano estava mais perto do final da carreira, Washington ainda buscava espaço no futebol brasileiro, mas já deixava seus gols, recorda o dirigente.

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“Ele havia retornado de uma experiência ruim no Internacional, onde tinha jogador pouco, mas já era um jogador em afirmação, fazia gols com facilidade. Foi ali que começou a amadurecer e se desenvolver para um nível nacional”, disse Caetano.

Três dicas de Rodrigo Caetano para Washington:
1 - "É difícil deixar de fazer aquilo que gosta, por isso é preciso se preparar para exercer a nova função. Principalmente nos aspectos mais técnicos, leis e gestão do futebol"

2 - "O fato de ter sido um ex-jogador e acumulado muita experiência só trás vantagens. Aplicando isso, conseguirá identificar necessidades no elenco, além de já ter a linguagem dos atletas"

3 - "É preciso ser verdadeiro com os jogadores, muitas vezes a conversa não é a que se gostaria de ter. Como sempre foi sincero, um exemplo de profissional, só deve seguir da mesma maneira como gerente de futebol"

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