Federação Mexicana de Futebol determinou que tiro que acertou atacante paraguaio aconteceu fora de local e horário de trabalho. Advogado diz que jogador tem valores a receber do clube

O paraguaio Salvador Cabañas recorrerá ao Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) após a rejeição da Federação Mexicana de Futebol (FMF) em um processo trabalhista contra o América do México, anunciou nesta quarta-feira o advogado do atleta, Roberto Ruíz Díaz.

O advogado disse que uma comissão da FMF determinou na terça-feira que o tiro que Cabañas recebeu na cabeça, em 25 de janeiro deste ano no banheiro de um bar da capital mexicana, ocorreu fora do local e do horário de trabalho.

Díaz revelou que um dos argumentos que apresentará ao TAS é que o América não registrou o atleta, que ainda tem vínculo com o clube mexicano até 2012, no seguro social,  e seguia pagando os salários até cinco meses atrás, "quando repentinamente se deu conta que tinha que suspendê-los".

Ainda segundo o advogado, o processo representa uma luta de Cabañas por salários e outros benefícios que deixou de receber após sofrer o acidente, até um valor de US$ 1,3 milhão.

A Federação Mexicana anunciou sua sentença uma semana depois de a esposa de Cabañas, María Alonso, ter dito à imprensa paraguaia que a família está mal economicamente a ponto de anunciar a desvinculação do jogador com seu representante, o empresário José María González.

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