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C13 espera chancela do Cade para anunciar nova data de licitação

Entidade aguarda órgão federal se pronunciar sobre concorrência vencida pela Rede TV! para marcar resultados de outras mídias

Paulo Passos, iG São Paulo |

O Clube dos 13 irá aguardar uma posição do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) sobre a investida da Rede Globo nos clubes para remarcar a concorrência da venda dos direitos de transmissão de outras mídias do Campeonato Brasileiro. Na última terça-feira, a entidade suspendeu o resultado da licitação para TV fechada, internet e celular.

O iG apurou que os dirigentes do C13 acreditam que uma posição do órgão do Ministério da Justiça em favor da entidade poderia valorizar a concorrência, que está enfraquecida pela investida da Rede Globo nos clubes. Até agora, a emissora já acertou com 9 clubes, incluindo a compra dos direitos sobre a transmissão de TV fechada, pay-per-view, internet e celular, que seriam vendidas na licitação. São eles: Grêmio, Corinthians, Goiás, Coritiba, Santos, Vasco, Cruzeiro, Vitória e Sport.

O diretor executivo do Clube dos 13, Ataíde Gil Guerreiro, pretende se reunir nesta quinta-feira com o procurador-geral do Cade, Gilvandro Araújo. O dirigente vai apresentar documentos firmados pelos clubes, inclusive alguns dissidentes, dando poderes ao C13 para negociar e assinar em nome deles.

Gazeta Press
Fábio Koff, presidente do C13, mostra papel timbrado da Rede TV, vencedora da licitação
Segundo a entidade, a negociação individual executada pela Globo vai contra a determinação do Cade.
Em 2010, o órgão do Ministério da Justiça derrubou a clausula de preferência que a empresa tinha para renovar os contratos de transmissão do Brasileiro.

“Nós cumprimos a nossa parte e fizemos uma concorrência transparente. A Globo não está respeitando, pois está negociando com o conhecimento do valor da proposta da Rede TV!”, afirmou Ataíde Gil Guerreiro.

Até agora o Cade vem tendo uma postura cautelosa sobre o caso. No dia 1 de março, os dirigentes do C13 estiveram reunidos com o órgão, que não anunciou nenhuma medida para barrar a negociação da Globo. “Não podemos fazer análises em teses”, afirmou, na época, Gilvandro Araújo, procurador-geral do Cade.

A omissão do Cade em interferir nas negociações é prática comum na entidade, que só age quando provocada. Em casos como a negociação da cimenteira Cimpor, por exemplo, o conselho só agiu depois da negociação concluída, que envolveu concorrentes como Votorantim e CSN. Ação semelhante ocorreu na fusão entre Nestlé e Garoto, em que só depois de o contrato fechado, o Cade impôs restrições.

Além disso, o órgão passa por um momento de transição, desde a saída do ex-presidente Arthur Badin, em novembro. Até agora, o substituto, Fernando Furlan, não foi empossado no cargo.

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