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Brasileiros revelam pressão dos xeques por vitória no Mundial de clubes

Pela primeira vez um clube árabe conseguiu ganhar no torneio chancelado pela Fifa. Artilheiro Fernando Baiano contou que os xeques mobilizaram outros emirados pela torcida ao Al-Wahda

Marcel Rizzo, enviado iG a Abu Dhabi |

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A vitória do Al-Wahda na estreia do Mundial de cubes aliviou o elenco. O volante brasileiro Magrão contou após a vitória de 3 a 0 sobre o Hekari United, de Papua-Nova Guiné, que pelo menos quatro xeques que comandam o emirado de Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, e outros emirados, se reuniram com os jogadores antes da partida pedindo a vitória.

O Hugo (outro brasileiro que estava atrás de Magrão durante a entrevista) nem sabe disso, mas uns quatro xeques vieram falar com alguns jogadores antes do jogo, falando do quanto era importante vencer essa primeira partida para o país. Foi um alívio conseguirmos honrar o compromisso, disse Magrão.

O dinheiro que jorra do petróleo na região faz com que os clubes árabes tenham condições de contratar jogadores talentosos em outros países, principalmente no Brasil. A cobrança então ocorre porque são os xeques os donos dos times e os que pagam o salário desses atletas. No Wahda, um dos principais clubes do país, são três brasileiros. Além de Magrão e Hugo, está Fernando Baiano, autor de um dos gols da vitória (Hugo também fez o seu).

No ano passado, o Al Ahly representou os Emirados e foi eliminado na primeira rodada, também para um time da Oceania (Auckland, da Nova Zelândia) e frustrou muito os torcedores. Dessa vez ficamos focados, dez dias no Egito, vamos para a concentração agora de novo. Precisávamos vencer esse primeiro jogo, disse Fernando Baiano.

Um resultado positivo, sobre um time fraco, que não mudou a opinião de Baiano sobre o que a torcida dos Emirados pode esperar da campanha da equipe na competição. É impossível ser campeão, isso é fato. Temos que tentar vencer o próximo jogo (contra os coreanos do Seognam Ilhwa), mas vai ser difícil. Todos aqui sabem disso, disse Baiano, dando recado para os chefes.

Getty Images
Fernando Baiano fez o segundo gol do Al-Wahda no jogo

Torcida
Os quase 23,8 mil pagantes pode parecer pouco para um evento Fifa (em um estádio com capacidade para 40 mil), mas surpreendeu os brasileiros do Wahda. Normalmente os jogos da liga não chegam a dois mil.Isso aqui estava lotado hoje. Finalmente deu para sentir o calor da torcida, o pessoal vibrando. Mas foi feita uma campanha grande no país, para que os torcedores de outros times e outras cidades torcessem por nós, disse Baiano.
 
Nos Emirados Árabes Unidos, cada emirado (são sete) é administrado por um xeque. Em Abu Dhabi, o clã dos Zayed comanda, mas desta vez teve ajuda de outros sheiks para pedir que público comparecesse e apoiasse a equipe.

Com a vitória, e a possibilidade real de vencer os sul-coreanos e enfrentar a Inter de Milão em uma semifinal, Magrão acredita que o estádio possa estar ainda mais cheio no sábado, dia da próxima partida.

Temos que pensar em vencer os jogos. Todo mundo diz que a Inter de Milão é favorita, mas hoje começamos tomando sufoco de uma equipe que ninguém dava nada. O pessoal tem que tomar cuidado, não adianta ficar pensando que a final é Inter versus Inter e pronto. Um confronto contra o Inter seria possível somente em uma final. Magrão e Fernando Baiano atuaram com a camisa colorada, enquanto Hugo atuou pelo Grêmio.

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