A área escolhida por árbitro tinha uma “dificuldade”, ou seja, um buraco segundo Mano Menezes. O Brasil errou os quatro que bateu

Os jogadores da seleção brasileira pediram para cobrar os pênaltis no gol oposto ao escolhido pelo árbitro Sérgio Pezzotta – não se conhece ainda o motivo que levou o argentino a escolher a trave à direita das cabines de transmissão e que, segundo o técnico Mano Menezes, estava com “dificuldade” - traduzindo, tinha um buraco. O técnico preferiu não colocar a culpa nisso para os quatro erros de penalidade dos brasileiros, que eliminou a seleção para o Paraguai (2 a 0) nas quartas de final da Copa América.

“Não tem muito o que falar quando se perde os penais. Mas havia uma dificuldade naquele gol, principalmente para o jogador colocar o pé de apoio no campo. Eu vi bem porque o nosso banco de reservas ficava daquele lado. O outro (lado), sinceramente, não vi se estava melhor”, disse o treinador da seleção brasileira.

Elano, André Santos e Fred chutaram pára fora, enquanto Thiago Silva também bateu mal e teve o chute defendido por Justo Villar. Os paraguaios perderam um, também para fora, e marcaram dois que garantiram a vitória e a classificação.

Ataque
Mano Menezes disse que o jogo teve o domínio do Brasil, que em 120 minutos só deu duas oportunidades de gol ao Paraguai, e que enfrentou um rival retrancado, que ainda não venceu na competição (tem quatro empates e a vitória nos pênaltis).

“Vi uma evolução, do primeiro jogo (empate com a Venezuela, 0 a 0) para esse. Quando falamos que temos um time em construção, é isso, porque treinamos jogadas ensaiadas, que foram executadas, mas que sempre tinha um paraguaio para tirar. Hoje não era nosso dia e sabemos que fizemos o melhor para vencer, por isso saímos com respeito”, disse o treinador.

A única bronca do treinador, e sem citar o nome do volante Lucas Leiva, foi sobre a briga no primeiro tempo da prorrogação que ocasionou nas expulsões do brasileiro e de Alcaza, do Paraguai. “Nós que controlávamos o jogo não podíamos entrar em confusão, porque quem quer confusão é quem está sendo pressionado. Foi um problema que acabou prejudicando a parte final da prorrogação”, disse o técnico.

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