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Brasileiros do Al-Wahda começam Mundial com gols e eliminam zebra da Oceania

Gols de Hugo e Fernando Baiano sobre o Hekari United fizeram a festa de um estádio que não lotou na estreia do torneio em Abu Dhabi. Fifa usou voluntários para camuflar

Marcel Rizzo, enviado iG a Abu Dhabi |

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A legião de brasileiros no Mundial de clubes de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, começou fazendo estrago. Dois dos 27 jogadores nascidos no país que disputam a competição marcaram na vitória do dono da casa Al-Wahda sobre a zebra Hekari United, de Papua-Nova Guiné, por 3 a 0. Hugo e Fernando Baiano foram os artilheiros. Abdulraheem completou o placar.

O Al-Whada enfrenta agora o Seongnam Ilhwa, da Coreia do Sul. O vencedor deste duelo encara a Inter de Milão em uma das semifinais. Do outro lado da chave estão o Internacional, que espera o vencedor de TP Mazembe, da República Democrática do Congo, e Pachuca, do México.

O estádio Mohammed Bin Zayed, um dos dois que recebe o torneio, não lotou, como a organização já esperava (foram pouco mais de 23 mil espectadores. A capacidade é de 40 mil). Vários setores vazios chamaram a atrenção antes de a partida começar. No intervalo, parecia um pouco mais lotado, mas porque a Fifa usou artimanha que já havia colocado em prática na Copa da África do Sul: voluntários sentados nas cadeiras para dar volume.

Marcel Rizzo
Estádio Mohammad Bin Zayed teve fracasso de público na partida desta quarta-feira

Havaianos e violão
Logo na chegada dos times ao estádio, parecia que o Hekari não faria frente ao Al-Wahda. Ao descerem do ônibus, os jogadores da Oceania pareciam surfistas. Com camisa que no Brasil seria chamada de estilo havaiano, um deles, Pita Bolatoga, apareceu com um violão. Quase todos estavam com máquinas fotográficas registrando o momento histórico. Papua-Nova Guiné é a última colocada no ranking Fifa, em 203, com zero ponto.

Em campo, o time árabe era empurrado pelo trio de brasileiros. O volante Magrão, ex-Palmeiras e Internacional, o meia Hugo, ex-São Paulo e Grêmio, e o atacante Fernando Baiano, ex-Corinthians e Inter, criavam as principais jogadas, que no início paravam na mão do goleiro Tamanisau, natural das Ilhas Fiji.

Na arquibancada, uma mistura de cores e barulhos a cada ataque do Al-Wahda. Com um alto-falante, um torcedor com túnica branca entoava um canto que era seguido por torcedores vestidos de vermelho, cores do clube local, e amarelo, uma homenagem ao Hekari.

O time da Oceania até tentou algumas jogadas, principalmente com o capitão Muta. Deu a impressão que complicaria a partida e poderia entrar para a história. Foi só impressão. Hugo, aos 40 minutos do primeiro tempo, abriu o placar se aproveitando de um rebote.

Quatro minutos depois, o outro destaque do Al-Wahda, o árabe Fahed Masoud, deu um passe digno de meia talentoso para Fernando Baiano, que invadiu a área e bateu cruzado para sacramentar a vitória um tempo antes do término da partida.

Reuters
Jogadores do Hekari posam para foto: momento histórico para Pápua-Nova Guiné

O melhor
A Fifa parecia ter eleito o melhor em campo já no intervalo. No telão que exibe o jogo ao vivo, com tempo e replay, várias jogadas de Fernando Baiano apareciam. O gol, uma em que ele tocou para um lado e olhou para o outro e outra em que driblou passando o pé sobre a bola.

Era melhor olhar para o telão realmente, já que em campo o jogo estava fraco tecnicamente. Percebendo que estava classificado, o técnico austríaco Josef Hickersberger sacou logo no começo Masoud, claramente para poupá-lo para a partida contra os coreanos, no sábado.

E foi o substituto de Masoud, Abdulraheem, quem marcou o terceiro gol, depois de boa jogada de Hugo pela esquerda e falha do goleiro na sequência. No restante da partida um confronto morno que acabou como esperado.

Getty Images
Brasileiro Hugo chuta para marcar o primeiro gol do Al-Wahda contra o Hekari United

Abertura
Antes da partida, a Fifa organizou uma cerimônia de abertura atrapalhada e sem destaque. Crianças sem organização andavam pelo campo. A ideia era fazer um mosaico, mas não saiu. Fogos de artifício sem graça e um homem erguido no balão encerraram a festa, que durou menos de dez minutos. 

FICHA TÉCNICA: AL-WAHDA-EUA 3 x 0 HEKARI UNITED-PNG

Local: Estádio Mohammad Bin Zayed, em Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos)
Data: 8 de dezembro de 2010, quarta-feira
Horário: 14h (horário de Brasília)
Árbitro: Daniel Bennett (AFS)
Assistentes: Evarist Menkouande (CAM) e Redouane Achik (MAR)
Cartões amarelos: Hugo (Al-Wahda); Iniga (Hekari United)

GOLS:
AL-WAHDA: Hugo, aos 40, e Fernando Baiano, aos 44 minutos do primeiro tempo; Abdulraheem, aos 26 minutos do segundo tempo

AL-WAHDA: Adel; Basheer, Haidar, Eisa e Mahmoud; Hamdam, Magrão, Hugo e Fahed (Abdulraheem); Ismaeil (Amer) e Fernando Baiano (Diarra) Técnico: Josef Hickersberger

HEKARI UNITED: Tamanisau; Omokirio, Upaiga, Tiwa e Singh; Iniga (Hans), Muta, Bolatoga e Fa'arodo; Vakatalesau e Jack Técnico: Tommy Mana

*Colaborou Francisco De Laurentiis, iG São Paulo

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