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Brasileiro do Al-Ahly diz que 'futebol no Egito pode acabar'

Atacante Fábio Júnior, que marcou um gol na partida desta quarta, afirmou que não existe segurança no futebol do país

iG São Paulo |

AP
Jogadores fogem desesperadamente para o vestiário após a invasão de campo
O atacante brasileiro do Al-Ahly, Fábio Júnior, estava no campo durante a confusão que culminou com a morte de mais de 70 pessoas no Port Said Stadium, no nordeste do Egito. O jogador inclusive marcou o gol de sua equipe na derrota para o Al-Masry, por 3 a 1. Fábio acredita que o futebol no país pode acabar após a tragédia desta quarta-feira.

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"Eu acho que o futebol do Egito vai acabar por causa dessa violência, pela falta de segurança nos estádios. As torcidas são fanáticas, mas não é como no Brasil, que tem violência, mas não tem tanta morte como tem aqui. O pessoal aqui agride até matar o outro. A gente estava no vestiário com a torcida querendo entrar e não tinha quase segurança nenhuma. A polícia egípcia não liga para nada, para eles está tudo bem. Em um instante vinha um torcedor sangrando, outro com a perna quebrada para dentro do vestiário e o doutor ajudar", afirmou o atleta em entrevista ao programa "SporTV News", do canal Sportv.

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O jogador que já defendeu o Vasco e o Flamengo ainda afirmou que as invasões de campo se repetiram durante todo o jogo e temeu pelo pior.

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"Nós estávamos ganhando o jogo por 1 a 0, eles fizeram o gol de empate, e a torcida entrou em campo para comemorar e fazer lambança . Depois, eles fizeram mais um, e a torcida voltou a entrar em campo. No terceiro, a torcida invadiu de uma vez. O árbitro apitou, cancelando o jogo que já estava no final, e então eles começaram a agredir todo mundo. Agrediram nosso médico, o fisioterapeuta e quem mais eles viam pela frente. Tentaram entrar no vestiário da gente e ainda agrediram o nosso goleiro. Nesse meio eu fiquei com medo, porque em um mundo como esse, a gente não sabe o que vem pela frente. Eu pensei primeiro na minha família nessa hora, mas graças a Deus não aconteceu nada comigo.

Após os turbulentos fatos ocorridos nesta quarta-feira, Fábio Júnior admitiu que vai repensar a sua permanência no Egito, mesmo com mais dois anos de contrato a cumprir.

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"Às vezes dá medo viver em um país como esse e, se continuar assim, é melhor ficar no Brasil. Eu optava por ficar aqui, pensando no futuro da minha família, mas com essa violência não dá para viver. Eu pretendo voltar para Portugal ou para o Brasil para jogar mais uns três ou quatro anos", concluiu Fábio Júnior. 

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