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Botafogo e Clube dos 13 divergem sobre revogação de poderes

Clube enviou carta à entidade onde revoga direito de negociar em seu nome, mas validade é contestada

Marcelo Laguna e Renan Rodrigues, iG Rio de Janeiro |

A divulgação de uma carta no site oficial do Botafogo, na qual revoga os poderes do Clube dos 13, causou mais uma troca de acusações entre o clube e a entidade. Segundo o vice-presidente jurídico da equipe carioca, José Mauro Filho, a carta tem valor jurídico e o clube se baseia na Constituição Federal para poder negociar seus direitos de transmissão de imagem de maneira independente.

"Ela tem um valor jurídico de notificação extra-oficial, comunicando ao Clube dos 13 a decisão tomada anteriormente, e já expressada, de revogar os poderes da entidade sobre o Botafogo. Não é preciso uma ação judicial, basta que ela tenha uma forma adequada e conteúdo jurídico. O caminho natural seria a desfiliação, mas com a negociação em andamento, temos a Constituição ao nosso lado, temos esse direito, já que podemos ser lesados. O processo para deixar a entidade levaria meses", explicou Mauro Filho.

Para o presidente do Clube dos 13, Fábio Koff, é preciso que o Botafogo deixe a entidade para que possa negociar seus direitos sozinho, já que o estatuto assinado pelos clubes participantes permite que a negociação seja feita pela associação.

"Esse comunicado não tem nenhum efeito. Você se desvincula de uma associação apenas da maneira que você entrou. Existe uma assembléia lá. Se não está contente, vai e diz que quer sair. Diz que não gosta da cara do presidente, que se enganou, que pensou que fosse negociar, participar da comissão...Ele (presidente do Botafogo) concordou com tudo. São coisas que acontecem que não tem explicação”, criticou Fábio Koff.

Mesmo com a possibilidade de que o clube seja processado, o vice-jurídico não acredita em uma ação dos Clube dos 13 e critica a postura da associação. "A gente não espera uma ação, porque não é uma guerra. Parece que o Botafogo se tornou escravo do Clube dos 13, mas o objetivo da entidade é servir seus filiados, não que eles sirvam a associação. Existem todas essas possibilidades de expulsão, mas o Botafogo tomou essa posição para continuar defendendo seus interesses. Não é uma revolta, é uma defesa dos seus interesses", declarou o dirigente.

José Mauro Filho também lamentou, as acusações do Clube dos 13 sobre dívidas de seus filiados e a troca de farpas pela imprensa. "A entidade não compreende a luta do Botafogo em tentar garantir seus direitos com um novo modelo. Não podemos ser obrigados a a ficar dentro de um esquema de relações jurídicas assim", finalizou Mauro Filho.

Já Fábio Koff critica a postura do Botafogo, que seria um dos clubes mais envolvidos no novo processo de negociação dos direitos de transmissão de TV. “O Botafogo participou do conselho que criou as regras da concorrência. Foi uma das vozes mais atuantes. Bateu palmas no encerramento. E por que ele está agindo assim? Ele tem que responder", declarou Koff.

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