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Botafogo bate o River-SE nos pênaltis e segue na Copa do Brasil

Após time garantir a vaga, Joel Santana foi muito vaiado pela torcida, mas ganhou abraço dos jogadores

Renan Rodrigues, iG Rio de Janeiro |

Foi com sufoco e um gol duvidoso, mas o Botafogo escapou de protagonizar um novo vexame na Copa do Brasil. Eliminado na segunda fase nas duas últimas edições, a equipe carioca venceu o River Plate-SE na disputa por pênaltis, na noite desta quarta-feira, no estádio Engenhão, classificando-se para a próxima fase da competição. Agora o Botafogo enfrenta o Paraná, ainda sem data confirmada pela CBF. A primeira partida será em Curitiba.

A vitória por 1 a 0 no tempo normal, com gol contra do atacante Bebeto Oliveira aos 40 minutos da primeira etapa, levou a partida para a disputa de pênaltis e irritou a torcida presente no estádio. Antes das cobranças de penalidade, os poucos botafoguenses que compareceram ao Engenhão passaram a xingar o técnico Joel Santana e integrantes do departamento de futebol do Botafogo.

Em um jogo difícil, o time carioca sofreu com a falta do atacante Loco Abreu no ataque e com a forte retranca do time sergipano. Na disputa por pênaltis, o time de Joel Santana converteu todos as suas cobranças, com Márcio Rosário, Herrera, Antônio Carlos e Lucas. Pelo lado do River, Bebeto Oliveira e Fábio Júnior desperdiçaram suas batidas, deixando com o Botafogo. Depois da última cobrança, os jogadores foram abraçar o técnico Joel Santana, que mesmo classificado, saiu de campo sobre xingamentos de 'burro'.

O Jogo
A única surpresa na escalação do técnico Joel Santana foi a entrada do lateral-direito Lucas no lugar de Alessandro. A equipe começou a partida pressionando a saída de bola do adversário, mas ansiosa. Logo aos 9 minutos da primeira etapa, Lucas roubou a bola a bola no ataque e tocou para o argentino Herrera, que chutou para boa defesa do goleiro Max. Em outra jogada pela direita, Renato Cajá tocou para Lucas, que cruzou de primeira. Caio cabeceou, mas a bola saiu por cima do gol do River.

Loco Abreu faz falta
Apesar de dominar o adversário e ter maior posse de bola, o Botafogo insistia nos cruzamentos. Sem a presença de Loco Abreu na área, a jogada aérea era ineficaz e anulada pela zaga do River. Só no primeiro tempo, foram nove escanteios, além de cruzamentos, que passaram várias vezes na área do time sergipano sem encontrar um bom cabeceador.

Aos 21 minutos, Caio desistiu de esperar o cruzamento na área e fez uma bela jogada. O atacante dominou, deu um belo drible no marcador, avançou e chutou de fora da área. A bola passou perigosamente à direita do gol do River. Três minutos depois, o Botafogo quase abre o placar. Cajá deu belo passe para Herrera, que dentro da área girou sobre a zaga e bateu de perna esquerda. Com puro reflexo, o goleiro Max fez linda defesa e impediu o primeiro gol da partida.

River catimba
Pressionado na defesa, o River começou a parar o jogo com faltas e catimba. Após uma defesa, o goleiro Max jogou a bola para fora, pedindo atendimento. Depois da paralisação de quase quatro minutos, os jogadores do Botafogo cobraram lateral e não devolveram a posse de bola para o time adversário.
A estratégia deu certo por alguns minutos. O Botafogo perdeu ímpeto ofensivo e ainda quase tomou um gol. Aos 38 minutos, Pedrinho cruzou da esquerda e Bibi cabeceou, obrigando o goleiro Jefferson a fazer uma grande defesa.

Quando a partida parecia caminhar para um empate sem gols, o time comandado por Joel Santana finalmente conseguiu abrir o placar. Aos 40 minutos do primeiro tempo, Renato Cajá cobrou falta da direita, o goleiro Max cortou o cruzamento, mas a bola bateu no atacante Bebeto e entrou. Os jogadores ficaram em dúvida se a bola ultrapassou a linha, mas o bandeira Guilherme Dias Camilo confirmou o gol.
No final do primeiro tempo, o Botafogo quase marcou o segundo gol. Lucas ganhou a bola no ataque, chutou cruzado para a área e Herrera, livre, chutou por cima do gol.

As equipes voltaram do intervalo sem mudanças, mas Joel Santana precisou trocar um jogador logo no começo do segundo tempo. Everton sentiu um problema muscular e foi substituído pelo atacante Alex.
Apesar de ter mais um atacante na escalação, o Botafogo voltou pressionando menos e dando mais espaço para o River Plate-SE, que era perigoso no contra-ataque. Mesmo assim, aos 18 minutos, grande chance para o atacante Herrera, que recebeu bom passe de Renato Cajá, invadiu a área e tentou driblar o goleiro Max, que com um tapa, tirou a bola dos pés do atacante.

Vaias para Joel Santana e classificação
O Botafogo só voltou a causar perigo aos 34 minutos, quando Lucas cruzou da direita e Alex cabeceou com força. O goleiro Max, que já realizava boa partida, voou no canto direito e realizou um milagre. Segurando o resultado que levava a partida para os pênaltis. Nos minutos finais, o Botafogo ainda buscava o ataque, mas de forma totalmente desordenada, não conseguiu furar a defesa do time sergipano e a partida foi para a disputa de pênaltis.

Sob vaias, os jogadores do Botafogo converteram todas as suas penalidades, com Márcio Rosário, Antônio Carlos, Herrera e Lucas. Já o River converteu com Da Silva, mas desperdiçou com Bebeto Oliveira e Fábio Júnior, que chutaram por cima do gol de Jefferson. Ao final da partida, os jogadores do Botafogo deram uma demonstração de solidariedade, ao abraçar o técnico Joel Santana, muito criticado pela torcida.

FICHA TÉCNICA - BOTAFOGO-RJ 1 x 0 RIVER PLATE-SE (4 a 1 nos pênaltis)
Local: Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 2 de março de 2011 (Quarta-feira)
Horário: 19h30(de Brasília)
Público: 3.901
Renda: R$ 74.900
Árbitro: Emerson Ferreira (MG)
Assistentes: Guilherme Camilo (MG) e Helberth Andrade (MG)

Cartões amarelos: Márcio Rosário, Bruno, Antônio Carlos (Botafogo); Bebeto Oliveira, Bruno Ramos, Bebeto, Pedrinho, Da Silva (River)

GOLS:
Botafogo – Bebeto Oliveira, contra, aos 40 minutos do primeiro tempo

BOTAFOGO: Jéfferson; Lucas, Antônio Carlos, Márcio Rosário e Márcio Azevedo (Alessandro); Rodrigo Mancha, Bruno Tiago, Everton (Alex) e Renato Cajá (Fabrício); Herrera e Caio
Técnico: Joel Santana

RIVER PLATE-SE: Max; Glauber, Bebeto, Váldson e Pedrinho; Wallace, Fernando Pilar, Bruno Ramos (Lucas) e Éder (Fábio Júnior); Bibi (Da Silva) e Bebeto Oliveira
Técnico: Aílton Silva
 

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