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Boa fase não faz Felipe Bastos se sentir intocável no Vasco

Meia reaparece no time junto com as goleadas e festeja a chegada de reforços para o restante da temporada

Hilton Mattos, iG Rio de Janeiro |

Quando era das divisões de base do Botafogo, Felipe Bastos ouviu de Botinha, seu primeiro treinador, uma frase que jamais foi esquecida. Antes dos jogos, o grupo saía do vestiário aos gritos de “sangue de macaco”, expressão proferida pelo comandando como uma espécie de injeção de ânimo. Anos mais tarde, com o Vasco em plena ascensão, o meia volta ao passado. Repete a expressão aprendida no incício de carreira na esperança de levar o time de São Januário a novas exibições convincentes.

“É faca nos dentes. Mais do que nunca, vamos batalhar para botar o Vasco nas finais da Taça Rio. O Vasco está embalado e é hora de apagarmos o que aconteceu na Taça Guanabara”, declarou o jogador, referindo-se ao vexame no primeiro turno do Campeonato Carioca.

O momento não podia ser melhor. Felipe Bastos entrou no time somente na goleada de 9 a 0 sobre o América. Passou quase o primeiro turno recuperando-se de uma fratura na mão direita – lesão proveniente de uma queda durante a pré-temporada, em janeiro, em Atibaia (SP).

Ficou fora na pior fase da equipe. Quando retornou ao time, já com a chegada de Ricardo Gomes, participou da retomada vascaína. Provou ser pé-quente. E mais: mesmo com pouco tempo, ganhou a confiança do técnico. Virou titular e dificilmente sairá da equipe. O jogador, por sua vez, mantém discurso humilde. Ele alerta que a briga no meio-campo é boa.

“Aqui não tem nada de intocável. O que tenho a fazer é continuar trabalhando. A briga é boa. Tem eu, Eduardo (Costa), Romulo, Gilmar, Renato. Pessoas que querem jogar. Se eu der uma brechinha, eles vão ganhar a minha vaga”.

O jogador marcou o primeiro gol da goleada de 6 a 1 sobre o Comercial-MS, nesta quarta-feira, pela Copa do Brasil. Curiosamente, Felipe viveu de longe a saga vascaína na Taça Guanabara (quatro derrotas em quatro jogos seguidos). E quando o time dá uma guinada, ele aparece e é um dos responsáveis pelo equilíbrio no meio-campo.

Ricardo Gomes bancou sua escalação quando ainda havia dúvida se ele já estava fisicamente liberado para jogar. Não bastasse fazer parte desta volta por cima, o meia se anima com a chegada dos reforços. Em breve, Ricardo Gomes terá à disposição os atacantes Elton e Leandro e os meias Leandro Chaparro e Diego Souza (próximo de um acerto). Felipe lembra que há muitos campeonatos pela frente em 2011.

“Temos que reforçar o elenco. O grupo está ficando forte. Não podemos esquecer teremos também o Campeonato Brasileiro e a Copa Sul-Americana. Você precisa de peças para mudar o time e ele continuar com a mesma desenvoltura”.


 

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