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"Boa compensação financeira" tira Romário do Carnaval no Brasil

Ex-jogador será uma das estrelas brasileiras em amistoso beneficente na Chechênia, nesta terça-feira

Hilton Mattos, iG Rio de Janeiro |

O Sambódromo, no Rio, e as micaretas espalhadas pelo Brasil sentirão falta de um dos seus principais foliões. Este ano, o ex-jogador e atual deputado federal-PSB Romário trocou o calor do Carnaval brasileiro pelo frio no sul da Rússia. O "baixinho" embarcou na tarde deste domingo para a Chechênia, onde vai participar, ao lado de outros craques da geração do tetra, de um amistoso.

Fica a pergunta: o que faria Romário largar a "Cidade Maravilhosa" justamente no primeiro dia de desfile na Marquês de Sapucaí para um amistoso pouco badalado?

“Parceiro, não posso falar pelos outros, mas me ofereceram uma boa compensação financeira. Não fosse isso, não teria trocado o meu Carnaval”, respondeu o ex-jogador, sem revelar a quantia.

Acompanhado da mulher Isabela Bittencourt, Romário chegou ao Aeroporto Tom Jobim uma hora antes do voo, programado para as 17h20. O amistoso será nesta terça-feira, na cidade de Grozny, contra um combinado liderado pelo holandês Ruud Gullit, ídolo do Ajax e do Milan no fim dos anos 80, e outros ex-jogadores como o alemão Lothar Matthäus. O palco da partida será o estádio do Terek Grozny, time dirigido por Gullit.

A iniciativa do amistoso partiu do magnata Ramzan Kadyrov, presidente da região no sul da Rússia. Além de Romário, outros ex-campeões do mundo em 1994 têm presença confirmada. No time brasileiro, jogarão Dunga, Bebeto, Cafu, Zinho, Raí e Zetti.

Completam a lista Júnior Baiano, Dida, Emerson, Djalminha, Denílson, Sávio, André Cruz e Elber. O elenco não deixa dúvidas de que o investimento de Kadyrov foi alto. O magnata prometeu entrar em campo também.

Com o nome ligado à política – Romário foi eleito deputado federal pelo PSB com 146.859 votos -, convites para eventos sociais e jogos beneficentes terão, a partir de agora, um olhar especial. A bem da verdade, o dinheiro que falou mais alto neste amistoso, mas a causa ajudou o Baixinho a sair do Rio. Romário se mostrou inteirado na questão política da região russa.

“A Chechênia tem uma imagem voltada para a guerra, e o presidente de lá quer mudar um pouco este conceito. Está organizando este amistoso e daqui a dois meses haverá outro”, disse o ex-jogador, citando outro motivo que o levou a aceitar o convite:

“Parte da renda será revertida para as vítimas da região serrana do Rio. Isso é interessante”, revelou, referindo-se às quase mil mortes provocadas pelas fortes chuvas de janeiro, no Rio.
 

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