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Blindagem no Corinthians escancara ausência de líderes no elenco

Até 2010, William e Ronaldo assumiam a bronca na adversidade, mas hoje faltam jogadores com tal perfil

Bruno Winckler, iG São Paulo |

A crise vivida pelo Corinthians nesta fase do Campeonato Brasileiro escancara um problema que veio à tona após as aposentadorias de Ronaldo, em fevereiro, e do capitão William, em dezembro de 2010. Não há mais “bombeiros” no elenco corintiano. Jogadores preparados para enfrentar críticas e rebatê-las de acordo com a cartilha exigida pelo clube e assessores de imprensa.

AE
Chicão e Alessandro, no clube desde janeiro de 2008, são as atuais referências corintianas

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Chicão, capitão do time depois que os dois companheiros deixaram o Corinthians, é reservado. Não gosta de conceder entrevistas coletivas e não tem o perfil que fez do antes pouco conhecido William, que chegou como incógnita ao clube, como uma referência no Corinthians nos três anos que foi titular da equipe. Tanto que Mário Gobbi, candidato a presidente para substituir Andrés Sanchez, quer tê-lo na sua equipe de administração.

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Alessandro, outro jogador que tem a pecha de líder entre os jogadores por conta do tempo de casa (chegou com Chicão e William para a disputa da Série B) também não gosta de falar e de defender o elenco de críticas, principalmente quando a sua fase pessoal não é boa. A blindagem é orquestrada pela diretoria e pela assessoria de imprensa corintiana, que já relatou sentir falta de um “William” no atual elenco para apaziguar crises.

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Tite chegou ao Corinthians em outubro de 2010 e não mudou o capitão da equipe. Manteve William com a faixa. No início deste ano, sem o zagueiro, era esperado que a tarja fosse entregue a Chicão, o “reserva” imediato para a função. Tite, contudo, deu a tarja para Ronaldo e “suas costas quentes”, como gostava de dizer o próprio “Fenômeno”. Chicão só virou capitão porque Ronaldo parou. Tite minimiza a escolha, mas diz que entre os jogadores há muitos tipos de líderes.

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“Era o William, foi o Ronaldo, mas há uma série de lideranças. Liderança técnica, liderança de comunicação. Cada um tem uma característica que pode emprestar. Tem a de competição, que é do Ralf e Wallace, tem o Paulo (André), que se expressa de maneira diferente. Cada um tem uma característica", disse o técnico, na terça-feira.

Nenhum jogador conversou com a imprensa no CT nos treinos de segunda e terça-feira, depois da derrota para o Santos . Em 2010, quando o Corinthians vivia crise similar de resultados, era William que assumia a responsabilidade de lidar com perguntas e críticas. Neste ano, diretores e o treinador é quem “seguram a bronca”. “Eu estou aqui para falar. Podem falar”, disse o pressionado Tite, quando ouviu críticas pela blindagem feita aos jogadores. Ele não disse quem será capitão no clássico contra o São Paulo depois de ter sacado Chicão do time titular.

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