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Blatter fala em combater o mal e mantém discurso fantasioso

Em abertura do 61º Congresso da Fifa, suíço fala em fim do fair play e age como se estivesse ofendido com denúncias de corrupção

iG São Paulo |

Reuters
Joseph Blatter senta ao lado de presidente suíça Micheline Calmy-Rey: cartola segue perto do poder
Um dia depois de conceder entrevista coletiva em que nada esclareceu a respeito das denúncias de corrupção na Fifa, Joseph Blatter deu mais um indício de que segue no seu mundo de fantasias. Nesta terça-feira, diante de representantes de 208 países, o presidente abriu o 61º Congresso da entidade máxima ignorando polêmicas e agindo como se estive sendo ofendido.

“Eu pensei que estávamos vivendo em um mundo de fair play (jogo limpo), respeito e disciplina, mas, infelizmente, devo dizer que não é mais o caso. Nossa pirâmide, a famosa pirâmide da Fifa, de repente está insegura em sua base e há perigo”, afirmou Blatter.

“Amanhã (quarta), quando eu abrir a agenda do Congresso, falarei do perigo que espreita e direi como nós podemos combater essa ameaça de perigo. Hoje nós queremos uma atmosfera festiva, mas, para manter o fascínio de nosso esporte, devemos respeitá-lo. Cabe a nós, é nosso jogo”, disse o suíço.

A Fifa passa pela maior crise de sua história. As acusações de que houve suborno na escolha do Catar como sede da Copa do Mundo de 2022 fizeram com que Mohammad Bin Hammam e Jack Warner, presidentes das Confederações da Ásia e da América do Norte e Caribe, respectivamente, fossem suspensos. As investigações chegaram até a Ricardo Teixeira, da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), e ao próprio Blatter.

Na última segunda-feira, em entrevista coletiva, o presidente da Fifa se mostrou atordoado, negou que exista a possibilidade de nova eleição para sede do Mundial de 2022 e evitou diversas perguntas sobre o escândalo. Apesar dos pedidos de Inglaterra e Escócia para que as eleições à presidência da entidade máxima sejam adiadas, o pleito deverá ser realizado nesta quarta-feira. Candidato único à reeleição graças à desistência de Bin Hammam, o suíço receberá seu quarto mandato.

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