Dirigente asiático havia retirado candidatura à presidência da Fifa, ocorrida em 29 de maio

O chefe da Confederação Asiática de Futebol, Mohamed Bin Hamman, foi banido do esporte neste sábado após ser considerado culpado pela Fifa, entidade que comanda o futebol mundial, de tentar comprar votos na eleição para a presidência da entidade no mês passado.

A decisão deste sábado foi anunciada pelo Comitê de Ética da Fifa após dois dias de audiências. Bin Hamman, que nasceu no Catar, retirou sua candidatura em 29 de maio e o suíço Joseph Blatter foi reeleito para um quarto mandato à frente da entidade, três dias mais tarde, numa eleição de candidato único.

Bin Hamman, banido pela Fifa
AP
Bin Hamman, banido pela Fifa

O painel do Comitê de Ética afirmou que o candidato catariano conspirou para dar incentivos de US$ 40 mil a dirigentes do Caribe para que eles votassem nele na eleição em que deveria competir com Blatter pela presidência da Fifa.

O veredicto "seguiu a política declarada do comitê de não mostrar tolerância alguma ao comportamento antiético", afirmou o presidente do painel do Comitê de Ética da Fifa, Petrus Damaseb.
Bin Hammam é o dirigente de maior categoria já condenado pela Fifa, por corrupção, em 107 anos de história da entidade. Ele era membro do Comitê Executivo da Fifa e teve papel decisivo na campanha que levou o Catar a conquistar o direito de sediar a Copa do Mundo de 2022.

Hammam já havia dito que esperava ser condenado pela Fifa no julgamento que começou a ser realizado na última quinta-feira. Seu advogado disse que sua defesa rechaçava as conclusões baseadas em "chamadas provas circunstanciais" e garantiu que o catariano não desistirá de tentar provar a sua inocência. "Seguirá com o caso por meio das vias legais que tenha a seu alcance", disse Eugene Gulland. Com isso, Hammam deverá acionar a Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês) para apelar contra a decisão da Fifa.

A Fifa também suspendeu dois representantes da União de Futebol de Caribe, Debbie Minguell e Jason Sylvester, por um ano, por suas participações nos supostos pagamentos de suborno durante uma reunião realizada no dia 10 de maio, em Trinidad e Tobago.

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