Dirigente asiático disse que desistiu para evitar que seu nome fosse "jogado na lama"

Mohammed Bin Hammam, à direita, desiste de concorrer às eleições da Fifa contra Blatter (esq.)
Getty Images
Mohammed Bin Hammam, à direita, desiste de concorrer às eleições da Fifa contra Blatter (esq.)
O presidente da Confederação Asiática de Futebol (CAS), Mohamed Bim Hammam, anunciou neste sábado a sua desistência da candidatura à presidência da Fifa. Ele era adversário do suíço Joseph Blatter, candidato à reeleição, no pleito da próxima quarta-feira. Tanto Hammam quanto Blatter estão sendo investigados por suspeita de corrupção, e neste domingo serão submetido ao Comitê de Ética da entidade.

O dirigente asiático disse que desistiu para evitar que seu nome "fosse jogado na lama por causa da disputa entre dois homens". "O jogo em si e as pessoas que o amam devem vir em primeiro lugar. É por essa razão que eu anuncio a minha retirada da eleição presidencial", declarou. Bim Hammam também disse nã querer sujar o nome da Fifa "Entristece-me que para alcançar as causas em que eu acreditava haja um preço tão alto - a degradação da reputação da Fifa. Não é o que eu tinha em mente para a FIFA e é inaceitável".

A crise na entidade é sem precedentes, com inúmeras acusações de corrupção que envolvem membros do Comitê Executivo da Fifa, entre eles dois brasileiros: o ex-presidente João Havelange e o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014, Ricardo Teixeira.

Outro acusado de tentar subornar eleitores para a eleição à presidência da entidade, o presidente da Concacaf (Américas do Norte e Central e Caribe), Jack Warner, avisou que um "tsunami" deverá sacudir a reunião do Comitê de Ética. "Não vou mais me fingir de morto", comentou neste sábado.

Sem Bin Hammam, único concorrente de Blatter, o atual presidente deve ser reeleito por aclamação na próxima quarta-feira.

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