Após denúncias de suborno, catariano foi suspenso pelo Comitê de Ética da entidade máxima do futebol

Ex-candidato à presidência da Fifa (Federação Internacional de Futebol e Associados), o catariano Mohamed Bin Hammam afirmou nesta segunda-feira que vai apelar da suspensão imposta pela entidade no domingo . Acusado de suborno , o ex-adversário de Joseph Blatter na eleição da próxima quarta-feira foi afastado do comando da Confederação Asiática.

Bin Hammam foi afastado provisoriamente de suas funções na Confederação e na Fifa após ser acusado de pagar US$ 40 mil (cerca de R$ 64 mil) para cada um dos 25 membros da Associação Caribenha de Futebol que têm poder de voto na eleição do dia 1º. Os pagamentos assegurariam votos em Hammam no pleito da Fifa.

Em nota divulgada nesta segunda, o catariano se defendeu da acusação e disse que está sendo "punido antes de ser condenado". "A forma como estas acusações estão sendo conduzidas não é compatível com qualquer princípio de justiça", criticou. Para Bin Hammam, as acusações visam tirá-lo da disputa pela presidência da Fifa. "O resultado destas investigações já estava definido desde o início".

O catariano também está sendo acusado de ter pago propina aos membros votantes da Fifa para levar a Copa do Mundo de 2022 para o Catar, seu país de origem, na polêmica eleição de dezembro do ano passado. Pressionado pelas acusações, Bin Hammam desistiu da candidatura à presidência no sábado .

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