Catarino é investigado pela Fifa por corrupção, está suspenso das atividades do futebol e pode ser receber uma eliminação vitalícia

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O catariano Mohamed bin Hammam afirmou nesta sexta-feira que a Fifa deverá considerá-lo culpado na acusação de suborno de eleitores durante a campanha para eleição presidencial da entidade, quando que tentava suceder Joseph Blatter. Posteriormente, ele retirou sua candidatura e o suíço foi reeleito. "Nenhum de nós deve ficar completamente surpreendido se o veredicto de culpado for dado", escreveu o dirigente em seu blog.

Bin Hammam está suspenso das atividades do futebol e pode ser receber uma eliminação vitalícia do esporte. "Se acreditarmos nas declarações feitas na imprensa por diferentes dirigentes da Fifa ou aqueles que trabalham para eles, então, apesar da fraqueza do caso contra mim, não estou confiante de que a audiência seja conduzida da maneira que qualquer um de nós gostaria. Parece provável que a Fifa já tenha tomado sua decisão há semanas", falou o catarino

A publicação do texto se dá no mesmo dia em que o Comitê de Ética da Fifa analisa o caso em Zurique. O dirigente havia criticado anteriormente o modo como o processo estava sendo conduzido pela entidade e também havia prometido apresentar convincentes motivos para se livrar das acusações de que teria subornado eleitores do Caribe por US$ 40 mil.

Nesta sexta-feira, Bin Hammam cogitou acionar outras esferas judiciais para provar sua inocência. "Tenha certeza, porém, que a justiça acabará por prevalecer através do Comitê de Ética da Fifa, da Corte Arbitral do Esporte ou, se necessário, através de outros tribunais ou processos judiciais nos tribunais em que todos serão iguais e privilégios especiais não serão concedidos a qualquer das partes".

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