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Bin Hammam diz que forçou rival Blatter a "mudar ideias"

Candidato à presidência da Fifa, catariano diz que atual mandatário está copiando suas propostas para a entidade

AE |

Muitas das ideias que agora estão sendo lançadas pelo presidente da Fifa (Federação Internacional de Futebol e Associados), Joseph Blatter, não poderiam "vir à luz do dia" se ele não estivesse lutando pela reeleição, de acordo com texto publicado pelo candidato rival Mohammed Bin Hammam nesta segunda-feira. O catariano, presidente da Confederação Asiática de Futebol, é o único adversário de Blatter na eleição marcada para o dia 1º de junho.

Em seu blog nesta segunda-feira, o dirigente de 61 anos aprovou as ideias de Blatter de renovação da Fifa, que está sob a direção do suíço. Bin Hammam, porém, ironizou e escreveu que o atual mandatário está apenas ecoando temas que ele levantou desde o anúncio da sua candidatura em março, incluindo a necessidade de novas liderança e uma maior transparência na Fifa.

"Para garantir que não sejamos deixados para trás por um mundo em constante mudança, temos de nos certificar e pensar pelo menos um passo à frente. Nos últimos tempos, esse não tem sido o caso da Fifa", escreveu Bin Hammam. "Mas agora, finalmente, Blatter está saindo com sugestões sobre como renovar o corpo diretivo do futebol, que poderia não vir a luz do dia se houvesse um desafiante à sua liderança".

Getty Images
Antigos aliados, Joseph Blatter (esq.) e Mohammed Bin Hammam agora disputam a presidência da Fifa
Bin Hammam sugeriu que muitas das ideias de Blatter se contradizem com suas posições anteriores e só surgiram depois que ele percebeu que teria que superar um adversário nas eleições. "Parece que o meu desafio a Blatter fez reavaliá-lo sua visão do futuro do futebol", disse Bin Hammam. "A concorrência é saudável e é vital para o contínuo desenvolvimento e progresso do esporte que está tão perto dos nossos corações".

A campanha de Blatter baseia-se em garantir a estabilidade, combater a corrupção e distribuir US$ 1 bilhão (R$ 1,57 bilhões) entre os membros da Fifa para projetos de desenvolvimento ao longo dos próximos quatro anos. Bin Hammam prometeu maior distribuição dos lucros da Copa do Mundo, que ajudaram a Fifa a criar um fundo de reserva US$ 1,28 bilhão (R$ 2 bilhões). Ele também prometeu dividir o poder da Fifa, além de criar uma comissão de transparência.

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