Goleiro do Fluminense diz que respeitará decisão de Abel, mas afirma que confia no seu potencial

Ricardo Berna chegou ao Fluminense no dia 8 de maio de 2005. De lá para cá, o goleiro viveu seis anos de mais baixos do que altos nas Laranjeiras. Depois de amargar o banco de reservas por tantas temporadas, finamente ele agarrou a camisa número 1 de titular pelas mãos de Muricy Ramalho na reta final do Brasileirão de 2010 e foi decisivo na conquista do tricampeonato nacional. Mas bastaram algumas falhas nos jogos contra o Nacional-URU e Libertad-PAR, pela Libertadores, para o torcedor tricolor voltar a pegar no seu pé e pedir sua cabeça.

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Sob a sombra de Diego Cavalieri , contratado no início do ano a peso de ouro e com status de estrela, Ricardo Berna vai se arrastando no gol do Fluminense alternando falhas e defesas espetaculares. À espera da chegada de Abel Braga, o goleiro diz que irá respeitar a decisão do novo comandante, seja ela qual for, mas afirma que não vai perder a vaga fora de campo, apenas com palavras.

“O se no futebol não existe, e não trabalho com ele. Penso somente naquilo que existe e acredito no meu potencial. Sei que tenho a confiança dos meus companheiros e a do Abel Braga, que aprovou minha contratação em 2005. Ele terá um grupo à disposição, não um ou outro. Todos têm o direito falar, de reclamar. Quem tem boca fala o que quer, mas a melhor maneira de conquistar sua posição é dentro do campo, no dia a dia, não com palavras”, desabafou Ricardo Berna.

Recados à parte, seja para Diego Cavalieri, que recentemente disse em uma entrevista ter sido pouco testado no time titular do Fluminense, ou aos torcedores, que o vaiaram mais uma vez após a derrota de 2 a 0 para o São Paulo, na estreia no Campeonato Brasileiro , fato que o goleiro afirma nem ter reparado.

“Nem notei que fui vaiado, mas o torcedor tem o direito de se manifestar do jeito que quiser. Afinal, ele paga ingresso. Se está vaiando é porque não está satisfeito com os resultados do time. Mas nem percebi. Se vaiaram, foi apenas uma minoria de torcedores”, minimizou Ricardo Berna.

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