Técnicos de Portugal e Inglaterra acreditam que demais chaves das eliminatórias para a Copa de 2014 também trarão dificuldades

O técnico de Portugal, Paulo Bento, que substituiu Carlos Queiroz após a Copa do Mundo da África do Sul, não quis falar em favoritismo da sua equipe, que caiu no grupo F, com Rússia, Israel, Irlanda do Norte, Azerbaijão e Luxemburgo. Ele ressaltou que, para os portugueses, seria excepcional disputar um Mundial no Brasil , antiga colônia do país europeu.

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“É muito cedo para falar de favoritismo, mas acredito que dá para nossa seleção chegar à Copa do Mundo no Brasil. Seria ótimo jogar lá, até pela história dos dois países”, afirmou.

Ao comentar o “grupo da morte”, com Espanha e França, Bento disse que, apesar de haver uma chave teoricamente mais forte que as demais, não significa que as outras sejam fáceis. “Há um grupo com duas grandes forças, mas isso não quer dizer que os outros estejam tranquilos. A seleção portuguesa tem qualidade, mas precisamos mostrar vontade para chegar ao Mundial de 2014”.

O técnico da Inglaterra, o italiano Fabio Capello, discursou no mesmo tom. Alertou que seus jogadores não podem pensar que estão em um grupo fácil, ou irão se surpreender. “Espanha e França é um confronto difícil, mas uma chave com Bélgica, Escócia, Sérvia e Croácia também é complicada. Acho que a Inglaterra tem de ter cuidado porque não será fácil com toda certeza. Não é fácil para ninguém. Polônia e Ucrânia não são fáceis de bater. Precisamos jogar”.

Indagado sobre a Copa do Mundo no Brasil, ele evitou comentários, sem citar em qualquer momento as recentes confusões entre o presidente da CBF e do Comitê Organizador Local (COL) e a mídia britânica. “Não posso falar sobre a próxima Copa do Mundo, tenho de focar nos jogos que tenho agora. A Copa é importante, mas não tanto. Primeiro, o mais importante é classificar a seleção inglesa”.

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