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Belluzzo volta ao Palmeiras com plano de unir Nobre e Palaia na mesma chapa

Presidente do Palmeiras reassume cargo com crise amplificada pela eliminação da Copa Sul-Americana

Danilo Lavieri, iG São Paulo |

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Salvador Hugo Palaia e Paulo Nobre unidos numa chapa que tenha um terceiro aliado como candidato à presidência do Palmeiras. É esse o plano que Luiz Gonzaga Belluzzo tenta colocar em prática a partir desta sexta-feira, quando reassume o comando do clube após se licenciar por causa de problemas cardíacos.
 
O iG apurou que a estratégia de Belluzzo consiste em oferecer a Palaia, hoje primeiro vice-presidente, um cargo relevante na política do clube, mas fora do futebol. Um exemplo seria a presidência do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização). Já Nobre receberia o comando do futebol como vice-presidente ou diretor.
 
O acordo ainda prevê que Nobre seja o próximo na fila de sucessão presidencial. Isso significa que, após dois anos à frente do futebol do Palmeiras, Nobre seria o presidente durante o centenário do clube, que acontece em 2014. Um registro em cartório funcionaria como garantia da proposta.
 
Mas a missão de Belluzzo não acaba por aí. Para impedir que a oposição liderada pelo ex-presidente Mustafá Contursi volte ao poder, ele quer encontrar também um meio de recolocar Seraphim del Grande e Gilberto Cipullo no centro das decisões no Palmeiras - a dupla, que rompeu com a situação quando o interino Palaia afastou Cipullo do comando do futebol, carrega expressiva quantidade de votos no Conselho Deliberativo, que irá escolher o novo presidente do clube em janeiro. A atitude seria uma forma de aparar as arestas com antigos aliados, como explicou o atual diretor de futebol, Wlademir Pescarmona.
 
A chapa conjunta acabaria com três grandes problemas. Primeiro, a situação não sofreria tanto com a alta rejeição de Palaia. Em segundo, Nobre ganharia o segundo cargo mais importante na hierarquia do clube e teria a garantia de ser o próximo presidente. Por último, cardeais que não aprovam a eleição de Nobre por causa de sua falta de experiência poderiam testar a capacidade do pretendente.
 
A dúvida é se toda essa diplomacia é capaz de sobreviver à turbulenta política palmeirense. Mesmo com o acordo registrado em cartório, Nobre poderia sofrer no comando do futebol, perder força e acabar ficando para trás na linha de sucessão. Além disso, o piloto de rali afirmou em entrevista ao iG que não pretende fazer acordos em troca de cargo ou de votos.
 
Enquanto isso, apesar de ganhar um cargo importante, Palaia pode não aceitar o fato de deixar a presidência, cargo que ocupa de forma interina. Ele se considera sucessor natural de Belluzzo por ser o atual primeiro vice-presidente do Palmeiras. O trabalho de convencimento ficaria com o Conselho Gestor. É preciso provar a Palaia que ele não tem força política para comandar o Palmeiras.
 
Contando com a possibilidade de falta de acordo, o presidente do Palmeiras, que volta ao cargo depois de quase dois meses após operar o coração, já considera a possibilidade de concorrer à reeleição. Visando ao fim do racha da situação, Belluzzo iria contra a própria palavra e contra a família para não ver seus rivais no comando.

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