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Futebol
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Belluzzo quer Traffic fora da Arena

Ajuda da empresa ao Flamengo no caso Gaúcho faz presidente falar com WTorre para afastar ex-parceiros

Danilo Lavieri, iG São Paulo |

A relação entre Traffic e Palmeiras, que já não era das melhores, está praticamente acabada. A gota d'água para o presidente do clube, Luiz Gonzaga Belluzzo, foi a tentativa da empresa em tentar colocar Ronaldinho Gaúcho no Flamengo, ajudando no pagamento dos salários do astro. Justamente por isso, o dirigente tentará tirar a sua antiga parceira de vez da vida do time, acabando com a responsabilidade por parte da Traffic de negociar os direitos comerciais da nova Arena, como naming rights e camarotes.

Para isso, Belluzzo entrará em contato com a WTorre, que é a empresa responsável pela construção do novo estádio, na tentativa de romper o acordo. Vale destacar que caso a companhia de engenharia negue o pedido do presidente palmeirense, a Traffic continua no negócio. Não há, em termos jurídicos, como acabar com o acordo, desde que não haja consenso com a construtora.

O apoio ao Flamengo foi mais uma ação da Traffic que irritou Belluzzo. Inicialmente, a parceria já estava congelada por causa de uma dívida que apareceu de última hora. Isso por que a empresa oferecia dinheiro ao Palmeiras em 2008 e 2009 para que o time pagasse o salário de Vanderlei Luxemburgo com R$ 250 mil mensais. Enquanto o time acreditava que aquela verba era apenas uma ajuda para o pagamento, a empresa passou a cobrar, recentemente, R$ 12 milhões de dívida, que incluia outras ajudas da mesma espécie.

O processo do fim da parceria se acelerou quando Vanderlei Luxemburgo saiu do clube. A Traffic não conseguia encontrar um perfil de técnico que a agradasse e, até por isso, Gilberto Cipullo, diretor de futebol da época, se mostrou muito contrário à queda do treinador. Ele foi o grande responsável pela parceria e também foi um dos que mais trabalhou para a saída de Muricy Ramalho, que não agradava de jeito nenhum à parceira.

De lá para cá, a Traffic fez apenas investimentos moderados e se recusou a investir em desejos do Palmeiras, como Kleber, por exemplo, alegando que o atacante tinha idade avançada. "Gladiador", na época, tinha 24 anos. Atualmente, Ronaldinho Gaúcho tem 30.

O caso de Diego Souza também tumultuou os bastidores do clube. O salário do jogador era de R$ 150 mil mensais. Depois de quase dois anos e um gasto que ultrapassou os R$ 6 milhões incluindo premiação e bicho por vitória, a equipe do Palestra Itália ficou dependendo da decisão da Traffic, que preferiu colocar o meia no Atlético-MG. Apenas Keirrison e Henrique poderiam dar lucros ao time, coisa que não aconteceu por causa dessa dívida que até hoje é cobrada.

Se na época que o acordo foi fechado era elogiado, atualmente, o formato é muito criticado. Ganhar 20% do lucro da venda é considerado muito pouco na opinião dos dirigentes atuais. Um bom exemplo disso é que o Grêmio, que fechou parceria com a Traffic recentemente, exigiu 50% dos direitos em caso de uma venda, independente se a negociação daria ou não lucro à parceira.

Neste ano, o Palmeiras sofre para arranjar parceiros para ter jogador. Além de não ter mais a Traffic, não considera receber ajuda do BMG, outra empresa que investe no futebol, mas irritou Belluzzo. Tudo por que o banco recusou parte de um empréstimo de dinheiro por causa de um recado da oposição palmeirense ao banco, dizenzo que aquela dívida não seria paga no futuro caso Arnaldo Tirone vencesse as eleições em janeiro. A armação envolveu até mesmo um conselheiro corintiano que tem proximidade com o presidente do BMG.

No caso Ronaldinho, no entanto, a confiança é mantida com um grupo de empresas interessadas em ajudar o time do Palestra Itália. A expectativa é que esta terça-feira uma resposta definitiva pode ser dada pelo empresário e irmão do jogador, Roberto de Assis.

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