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Futebol
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Belluzzo ironiza tentativas de veto da renovação com Adidas

Presidente lembra de problemas com o fornecedor de material esportivo da época de Mustafá Contursi

Danilo Lavieri, iG São Paulo |

A tentativa da oposição de vetar a renovação de contrato entre Adidas e Palmeiras virou motivo de ironia para Luiz Gonzaga Belluzzo. O atual presidente do clube fez referência à gestão Mustafá Contursi para tentar explicar o movimento dos oposicionistas.

"O contrato que o Mustafá fazia na época dele que deve ser bom. Eles não recebiam dinheiro, eles pagavam para Rhummel (fornecedora da época). Acho que é isso que eles acham que é bom", disse Belluzzo ao iG.

Segundo o dirigente, a renovação do Palmeiras colocará o time no topo do ranking de material esportivo do país. Ele não revela valores, mas o iG apurou que o vínculo será até dezembro de 2014 e valerá cerca de R$ 80 milhões. O Flamengo, que atualmente é o que mais ganha com o fornecedor (Olympikus), ganha cerca de R$ 20 milhões anuais. No atual contrato, o Palmeiras ganha R$ 9,2 milhões.

"O nosso contrato vai ser o maior do Brasil. Tem um valor enorme que vai ser usado, sem contar o material que vamos receber e outros valores que podem aumentar", afirmou o atual presidente.

Pela renovação, o clube já receberá R$ 13 milhões de luvas. O valor servirá para quitar parte de dívidas do clube e, possivelmente, conseguir pagar a rescisão de alguns atletas que já não são mais desejados.

Pelo lado da oposição, a tentativa de veto tem como explicação um abuso por parte da Adidas. Segundo o conselheiro Gilto Avallone, a marca alemã está explorando o centenário palmeirense, em 2014.
Avallone também diz que o alto valor divulgado pela situação é mentiroso e que o contrato será de R$ 9 milhões, menos do que os R$ 9,2 milhões que o time ganha atualmente.

"A Adidas quer aproveitar o nosso centenário e já quer resolver desde já, e pagando só R$ 9 milhões, o que é um absurdo. O contrato iria até 2011 e eles querem renovar desde já", disse Gilto, fazendo coro a Mustafá Contursi.

A renovação adiantada, segundo Belluzzo, vem do medo da Adidas de parar de fornecer material para o Palmeiras. Segundo ele, até mesmo o candidato da oposição, Arnaldo Tirone, tem visto as cláusulas do novo vínculo.

"A Adidas quer continuar no Palmeiras, pois somos o quinto time que mais vende, só perdendo para os gigantes da Europa. Além disso, mantemos conversa com Paulo Nobre, Arnaldo Tirone e Salvador Hugo Palaia sobre o assunto, para eles entenderem o que podem pegar se assumirem o time", concluiu Belluzzo.

As inúmeras tentativas de Mustafá revoltam os dirigentes atuais. Tanto que homens ligados ao atual departamento de marketing tentam organizar um dossiê com documentos contra o ex-presidente.

Esse dossiê tratará de assuntos que já foram até alvo da CPI do futebol, em 2001. Até hoje, há suspeita de que Mustafá era o dono da Rhummel e usava um testa de ferro para esconder a situação. O marketing palmeirense já tentou, inclusive, encontrar os contratos da época do ex-presidente, mas não achou.

Mustafá responde críticas com nova acusação
Em contato com a reportagem, o ex-presidente do Palmeiras deu uma resposta para Belluzzo fazendo outra crítica. Segundo ele, um escritório recebe verbas exarcebadas para cuidar dos contratos de marketing do clube.

"Nunca apresentaram nada contra mim, sempre foi uma fantasia deles (situação). Quanto ao fornecedor de material esportivo, a decisão de fazer contrato com eles foi pelos projetos de modernidade deles. Foi uma decisão tomada em conjunto com a cogestão Parmalat e Palmeiras e nós recebemos muito. Recebemos até o último centavo dele dos contratos que foram assinados", explicou, para depois completar.

"Quero destacar uma coisa. Existia transparência quando administrávamos a área de marketing e licenciamento. Tanto que era aberto a qualquer empresa que trouxesse parceria ao clube. Hoje, é um dos setores que tem uma reserva de mercado. Mas o Palmeiras trabalha diferente. Existe um escritório que recebe 10% de cada negociação. O clube é procurado por quem deseja fazer uma parceria e um funcionário manda aquela proposta para um escritório. Esse escritório de advocacia já tem o contrato padrão, preenche em dez minutos e ainda leva 10% do nosso dinheiro. Isso que é um absurdo", finalizou.

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