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Belluzzo detona Palaia e diz que Palmeiras deve R$ 90 milhões

Próximo de deixar o cargo, presidente pede "razão" a sucessor e afirma que não fracassou

iG São Paulo |

Noventa milhões de reais. Esse é o valor que a Sociedade Esportiva Palmeiras deve, segundo seu presidente, Luiz Gonzaga Belluzzo. Nesta terça-feira, em entrevista à "ESPN Brasil", o mandatário, que está deixando o cargo devido às eleições desta quarta-feira, criticou seu vice, Salvador Hugo Palaia, afirmou que sua gestão à frente do clube foi um sucesso financeiro, apesar dos fracos resultados no campo, e pediu "razão" ao seu sucessor no time paulista. Ele também falou com tristeza dos últimos fracassos do Palmeiras, como a perda do Campeonato Brasileiro de 2009 e a queda na semifinal da Copa Sul-Americana 2010.

Chamado de "traidor" por Palaia, Belluzzo disse que sente "pena" do antigo aliado, que inclusive foi presidente do Palmeiras durante pouco mais de um mês, enquanto o mandatário se recuperava de uma cirugia cardíaca. "Não assumi compromisso com ninguém (de dar apoio nas eleições). Ele está delirando. Aliás, ele foi infeliz nas declarações a meu respeito. Exemplo deplorável da miséria humana. Não estou com raiva, mas estou com pena. Uma pessoa com a experiência dele perder completamente as estribeiras por causa da eleição", disse Belluzzo.

Gazeta Press
Durante sua gestão, Belluzzo trouxe de volta o técnico Luiz Felipe Scolari, ídolo do Palmeiras
Ao seu sucessor, que pode ser Arnaldo Tirone, Paulo Nobre ou Salvador Palaia, o atual presidente pediu "razão": "Não se deixe levar pela emoção, que foi um erro que eu cometi a criticar ao Simon", lembrou Belluzzo, citando o episódio no qual disse que iria agredir o árbitro gaúcho se o encontrasse na rua. O destempero aconteceu após derrota do Palmeiras para o Fluminense, no Rio de Janeiro, pelo Brasileiro 2009. Na ocasião, Simon anulou gol legal de Obina para o time paulista, quando o placar ainda mostrava 0 a 0.

O mandatário palmeirense também afirma que a dívida do clube é de R$ 90 milhões, longe do valor de R$ 153 milhões alegado por seus opositores. Aliás, Belluzzo considera sua gestão um sucesso financeiro, e diz que a Arena Palestra será a salvação do clube: "Consegui aumentar em 400% os patrocínios do Palmeiras, o valor vai pra R$ 45 milhões, e colocar em prática um projeto que estava mofando, que é o da Arena", afirmou. "A Arena mudará o Palmeiras, será um clube muito mais acolhedor e moderno, será bom para os sócios do Palmeiras, mostraremos a eles que valerá pagar um mensalidade maior que a de hoje, que é muito baixa".

"Parece que só o Palmeiras tem dívida. A maioria dos clubes tem dívidas muito maiores do que o Palmeiras", completou o mandatário do clube do Palestra Itália, em tom de reclamação.

Fracassos em campo
Belluzzo afirmou que, durante o tempo em que esteve à frente do clube, teve grandes decepções com o futebol. Ele citou o Campeonato Brasileiro de 2009, no qual o Palmeiras deixou o título escapar no final, apesar de ter o multicampeão Muricy Ramalho no comando, mas disse que 2010 foi pior. "Aquele jogo contra o Goiás foi um desastre. Disse aos jogadores: 'Com todo o respeito, sei que vocês se empenharam, não teve corpo mole, mas é muito ruim para a carreira de vocês uma eliminação dessas'. E nosso time estava subindo, vínhamos de uma fase boa com o Felipão", disse o presidente, lembrando da queda palmeirense na semifinal da Copa Sul-Americana diante do Goiás, em pleno Pacaembu lotado.

"Se avaliar por esse lado (dos resultados em campo), certamente minha gestão não foi bem-sucedida. Mas fiz um esforço para trazer jogadores como o Kleber e o Valdivia. Dou muita pouca importância para o que parte da imprensa está dizendo, que eu tive uma administração fracassada, eu acho até engraçado. Não me abalo nem um pouco com as críticas", disse Belluzzo.

Gazeta Press
Luiz Gonzaga Belluzzo (dir.) com Gilberto Cipullo, aliado afastado pelo vice Salvador Hugo Palaia

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