Ex-presidente do Botafogo diz que investigação sobre gastos não explicados é uma 'farsa processual'

Expulso do quadro social do Botafogo em decisão que ainda precisa ser aprovada pelo Conselho Deliberativo , o ex-presidente do clube, Bebeto de Freitas, quebrou o silêncio e se defendeu das acusações da Junta de Julgamentos e Recursos, de que não teria explicado gastos no valor de R$ 1,5 milhão, relativos ao último ano no cargo, em 2008.

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Em texto publicado no blog do "Movimento Carlito Rocha", grupo de oposição que apoiou Bebeto de Freitas em suas gestões, o ex-dirigente afirma que foi vítima de perseguição política e que ofereceu todos os esclarecimentos para as contas investigadas por auditoria do Conselho Deliberativo.

Leia o texto de Bebeto de Freitas :

"Fui injustamente afastado do quadro de sócios do Botafogo, ao cabo de uma simulação de processo judicial, apesar de ter oferecido todos os esclarecimentos que de mim foram solicitados.

"Digo que houve uma simulação porque o acusador - o clube - é quem julga e condena, inexistindo qualquer isenção, por mais mínima que seja, na apreciação de minha defesa.

"Por essa razão - para não coonestar com a farsa processual montada pelo clube - é que meus advogados se abstiveram de maiores intervenções no curso do 'processo' (do qual, porém, consta minha defesa escrita, com ampla elucidação dos fatos indevidamente imputados a mim).

"Na luta política interna do Botafogo, já havia visto muitas perseguições e injustiças, mas como a de que fui vítima, jamais.

"Fui indevidamente acusado de ter desviado recursos financeiros, do Botafogo - fato que jamais ocorreu; assim, aguardo serenamente a oportunidade de, tão logo provocado, provar minha inocência perante o Poder Judiciário - ocasião em que, então, cogitarei de retornar ao Botafogo"

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