Ex-jogador do Grêmio está em boa fase no futebol árabe, mas diz que o momento de seu retorno está chegando

Divulgação
Mesmo pouco conhecido no Brasil, Baré construiu uma carreira de sucesso no futebol internacional
No final de 2010, Ricardo Oliveira era cobiçado por clubes como Santos e São Paulo , mas teve que voltar ao Al Jazira, dos Emirados Árabes. O bom futebol o acompanhou de volta ao Oriente Médio, mas ele acabou ofuscado por outro brasileiro. Menos conhecido que seu companheiro, o centroavante Baré tem roubado a cena na Liga Árabe e cogita aproveitar o bom momento para voltar ao Brasil, após uma carreira construída no futebol internacional.

"Com certeza tenho planos de voltar a trabalhar no meu país e sinto que este momento está chegando, porque minha filha está para nascer e já estou há bastante tempo no exterior", comentou o atacante de 29 anos em entrevista ao iG . Ele disse, porém, que não há qualquer negociação para que seu retorno aconteça. "Ainda não surgiu nada concreto e tenho um certo tempo de contrato aqui no Al Jazira, mas quando surgir a oportunidade, vou aproveitar.", disse.

Revelado pelo Grêmio e com uma passagem rápida pelo Botafogo-SP, Baré acredita que conseguiria se destacar também no Brasil. "Acompanho o futebol brasileiro pela televisão, sei que está muito competitivo e acho que me enquadro nas características dos clubes", analisou, para depois revelar um desejo. "O Inter foi meu time de infância. Já o Grêmio abriu as portas para mim. Não há como negar que voltar a disputar um Gre-Nal seria a realização de um sonho", admitiu o jogador nascido no Rio Grande do Sul, em Venâncio Aires.

Baré (à esquerda) tem o sonho de jogar por Internacional ou Grêmio quando voltar ao Brasil
Divulgação
Baré (à esquerda) tem o sonho de jogar por Internacional ou Grêmio quando voltar ao Brasil
Porém, enquanto a proposta dos seus sonhos não aparece, Baré se torna o principal goleador do Al-Jazira, time treinado por Abel Braga que lidera atualmente a Liga Árabe. Ele fez 7 gols em 11 jogos na Liga Árabe, totalizando 10 gols em 18 jogos oficiais.

Em grande fase, ele ofusca o badalado Ricardo Oliveira, mas sobram elogios ao colega. "É um jogador muito inteligente, que sabe se movimentar e ocupar bem os espaços. É um reforço de muita qualidade para o nosso grupo e contamos com ele para nos ajudar a seguir no topo da tabela", disse Baré.

Jader Volnei Spindler, o Baré, explicou ainda a origem do seu apelido. "Isso surgiu quando eu estava entrando na fase de adolescência e jogava basquete com os amigos, por conta de um refrigerante chamado 'Baré Cola'. Daí pegou e não teve jeito (risos). Hoje sou feliz e acostumado a ser chamado de Baré. Aqui e no Japão ninguém me conhece por Jader, só por Baré", explicou.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.