Nem mesmo um gol relâmpago do Real Madrid no Santiago Bernabéu foi capaz de parar o Barcelona. O time do craque Lionel Messi derrotou o arquirrival por 3 a 1, de virada, neste sábado, pelo Campeonato Espanhol.
De quebra, o resultado no Superclássico dá a liderança do campeonato ao Barcelona, que chegou aos mesmos 37 pontos do Real, mas com melhor saldo de gols. Vale lembrar, no entanto, que o Barça tem um jogo a mais: 16 a 15.
Confira a classificação atualizada do Campeonato Espanhol
O gol relâmpago do Real foi marcado por Benzema, com cerca de 25 segundos de jogo. Aos poucos, porém, o grande time do Barcelona, comandado por Messi, Xavi e Iniesta, roubou a cena dos donos da casa. Alexis Sánchez empatou aos 29 do primeiro tempo. Após o intervalo, Xavi, aos 7, e Fábregas, aos 20, fizeram os gols da vitória.
O brasileiro Kaká entrou em campo no lugar de Özil aos 13 da segunda etapa. Se movimentou bastante e exigiu boa defesa de Valdés, mas não mudou o panorama da partida.
O Barcelona agora embarca para o Japão, onde disputa o Mundial de Clubes, torneio no qual pode enfrentar o Santos na decisão.
O jogo
O Barcelona, temido principalmente por sua já tradicional maior posse de bola, deu a saída, mas o Real Madrid não precisou nem de um minuto de clássico para ser beneficiado por sua estratégia de marcar em massa a origem do estilo catalão: a troca de passes entre os homens que compõem o setor defensivo.
Logo aos 19 segundos, Valdés errou toque com o pé e deixou a bola na entrada da área para Di María. O meia-atacante argentino chutou em Busquets, que ainda desviou o rebote de Ozil enquanto Piqué ficava perdido dentro da área sem marcar ninguém. A bola acabou sobrando na pequena área para Benzema, aos 25 segundos, balançar as redes de um inconsolável Valdés.
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O estádio Santiago Bernabéu festejou tanto quanto os jogadores do clube merengue. À sua maneira, José Mourinho também vibrou. O clássico começou como ele queria e poderia seguir do mesmo jeito. Seu esquema tático não era inovador, já que tinha nos laterais Coentão e Marcelo atletas capazes de marcar e forçar a serem marcados, na tentativa de anular as pontas do adversário.
Sem medo de fazer sua equipe deixar de jogar para que saia de campo com a vitória, escalou Lass Diarra para perseguir Messi e Xabi Alonso para ajudá-lo na missão e transitar na cobertura de Fábregas ou Iniesta. Di María, Ozil e Cristiano Ronaldo eram os mais importantes na estratégia, já que deveriam se antecipar a Xavi sempre e obrigar que os quatro defensores, Busquets e Valdés se desesperassem com a participação também de Benzema na pressão.
Desta maneira, foram 25 minutos em que o Real Madrid diminuiu a posse de bola dos catalães e causou confusão a ponto de até Cristiano Ronaldo ter ficado sem marcação e quase balançado as redes aos 24 minutos. Antes, o próprio português, em chute da intermediária, e Benzema, em cabeçada, também estiveram perto de dar à torcida madridista um segundo gol.
Jogadores do Barcelona comemoram na casa do maior rival
Quando Cristiano Ronaldo apareceu livre, o Barcelona entendeu que deveria dar um passo para trás. Assim, o time deixou de ter como um dos poucos destaques Alexis Sánchez, que se mexia tanto quanto reclamava e tentava cavar cartões para os adversários, e Messi, dono de sua característica sequência de dribles curtos que não selou o empate aos seis minutos por causa de boa defesa de Casillas.
Mas o time de Guardiola entendeu que Messi seria mais útil como meia do que como um falso centroavante. Com a mudança de posição, o camisa 10 mudou o rumo da partida aos 29 minutos, driblando três adversários e lançando para que Alexis Sánchez entrasse em velocidade na área sem marcação para empatar o clássico.
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O placar se igualou e o duelo foi desequilibrado. O insistente toque de bola dos catalães, enfim, passou a dominar o confronto, assim como as aparições de Daniel Alves pela direita tornaram-se ainda mais frequentes. Tudo poderia mudar não fosse o árbitro Fernández Borbalán, que se recusou a dar um segundo cartão amarelo a Messi - o primeiro havia sido por reclamação - após falta dura em Xabi Alonso, aos 43 minutos do primeiro tempo.
A torcida madridista protestou até o intervalo. Sabia que, se o craque fosse expulso, as chances seriam maiores. Mas ainda havia outro candidato a melhor do mundo em campo. Um craque que também tem sorte. Aos sete minutos, Xavi colocou a superioridade no placar dando um voleio que não acertou a bola com tanta força, mas pegou um efeito que, graças a um desvio de Marcelo, encontrou as redes.
Messi, então, apareceu de maneira decisiva novamente. Lançou para Daniel Alves cruzar com precisão para Fábregas sentenciar com uma cabeçada certeira o resultado de mais um Superclássico, aos 20 minutos. A partir daí, bastou tocar a bola e se poupar visando o Mundial de Clubes. Uma finalização do Real Madrid se tornava cada vez mais rara. Mais uma vez, deu Barça.
FICHA TÉCNICA - REAL MADRID 1 X 3 BARCELONA
Local: estádio Santiago Bernabéu, em Madri (Espanha)
Data: 10 de novembro de 2011, sábado
Horário: 19 horas (de Brasília)
Árbitro: Fernández Borbalán (Espanha)
Cartões amarelos: Xabi Alonso, Lass Diarra, Pepe e Sergio Ramos (Real Madrid); Alexis Sánchez, Messi e Piqué (Barcelona)
Gols:
REAL MADRID: Benzema, aos 25 segundos do primeiro tempo
BARCELONA: Alexis Sánchez, aos 29 minutos do primeiro tempo; Xavi, aos sete, e Fábregas, aos 20 minutos do segundo tempo
REAL MADRID: Casillas; Coentrão, Pepe, Sergio Ramos e Marcelo; Lass Diarra (Khedira) e Xabi Alonso; Di María (Higuaín), Ozil (Kaká) e Cristiano Ronaldo; Benzema
Técnico: José Mourinho
BARCELONA: Valdés; Daniel Alves, Piqué, Puyol e Abidal; Busquets, Xavi e Iniesta (Pedro); Alexis Sánchez (David Villa), Messi e Fábregas (Keita)
Técnico: Pep Guardiola