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Barcelona empata com Real e está na final da Liga dos Campeões

Apesar de ter conseguido equilibrar o jogo, o time de Mourinho não conquistou a classificação e confirmou a previsão do técnico

Allan Brito, iG São Paulo |

"Já estamos eliminados". José Mourinho, técnico do Real Madrid, disse isso após a derrota por 2 a 0 para o Barcelona, no primeiro jogo da semifinal da Liga dos Campeões. Nesta terça-feira, ele estava suspenso e viu do hotel a sua previsão ser confirmada. O jogo de volta, no Camp Nou, foi equilibrado, chegou a ter a posse de bola dividida entre 50% pelos dois times, mas terminou 1 a 1. Dessa forma, o Real, que perdeu o primeiro jogo por 2 a 0, está fora da competição europeia. Já o seu maior rival, o Barcelona, fará a final contra Manchester United ou Schalke 04.

Mourinho foi quem preparou a principal surpresa antes do jogo. Ele escalou Kaká e Higuaín, dois jogadores que sofreram lesões graves recentemente, para colocar o Real Madrid no ataque. Mas teve mesmo que contar com o goleiro Casillas, que foi o principal responsável pelo placar não ter sido aberto já no primeiro tempo. Em chutes de Villa e Messi, ele se esticou e fez defesas difíceis. Enquanto isso, o setor ofensivo do Real tentava pressionar a saída de bola do Barcelona, mas a tática não durou mais do que 30 minutos e os jogadores de ataque cansaram.

Para o começo do segundo tempo os times não mudaram, mas finalmente os gols saíram. Pedro recebeu um passe preciso de Iniesta e fez o gol do Barcelona. A torcida se empolgou, mas o time não foi junto e preferiu o toque de bola para controlar a partida.

Entretanto, o controle do jogo acabou para o time catalão quando Xabi Alonso conseguiu uma roubada de bola no ataque e o lance terminou com a conclusão de Marcelo para o gol. O empate veio, o jogo ficou mais equilibrado e Guardiola teve até que trocar o atacante Villa pelo volante Keita para retomar o controle do jogo e garantir a classificação para a final.

Outra substituição do técnico espanhol, feita no final do jogo, deu ares de filme para o Camp Nou: Abidal, lateral-esquerdo francês que foi operado recentemente por causa de um tumor, entrou no lugar de Puyol e foi aplaudido pelo estádio lotado com mais de 95.000 pessoas. Dessa forma, ele concluiu de forma perfeita a sua recuperação.

Agora o Barcelona espera o confronto entre Manchester United e Schalke 04, nesta quarta-feira, para saber quem será seu adversário na final da Liga dos Campeões. O time inglês venceu o primeiro jogo por 2 a 0 e agora vai defender sua vantagem em casa, a partir das 15h45 (horário de Brasília). A decisão da maior competição europeia de clubes vai acontecer no estádio de Wembley, em Londres, no dia 29 de maio.

O jogo
O técnico José Mourinho não estava presente no Camp Nou, mas já mostrou qual era sua estratégia ao escalar o Real Madrid: com as surpreendentes entradas de Kaká e Higuaín como titulares, ele queria o seu time no ataque, em busca dos gols que precisava para se classificar. E durante os cinco primeiros minutos do clássico, a mudança tática feita pelo técnico português até deu resultado: o Real mostrou mais volume de jogo e criou algumas jogadas de ataque em arrancadas de Cristiano Ronaldo.

Mas aos seis minutos de jogo, o Barcelona já mostrou que não estava lá só para se defender e usar sua vantagem. Iniesta recebeu a bola na entrada área e chutou, mas a bola foi para fora. Após o lance, o Barça tentou impôr seu estilo de jogo e controlar a posse de bola, mas tinha dificuldades, já que o Real avançava a marcação, como Cristiano Ronaldo queria desde o o último clássico.

Dessa forma, com um time anulando o outro, o jogo correu até os 21 minutos de jogo sem chances claras de gol, mas com muita briga no meio-campo, inclusive com faltas duras. A melhor oportunidade só surgiu em uma bola, parada, em que o volante Busquets subiu sozinho para cabecear na área do Real Madrid. Ele cabeceou no meio do gol e Casillas defendeu sem problemas.

Com o tempo passando e Barcelona controlando o jogo com cada vez mais, os jogadores do Real Madrid passaram mostrar mais nervosismo. Faltas em grande quantidade foram distribuídas e ameaças de confusões aconteceram, mas tudo só resultou em mais ataque do Barça: aos 31 minutos, Messi cortou da direita para o meio-campo e chutou de fora da área, mas Casillas defendeu. Logo depois, na mesma posição, de novo o argentino recebeu a bola. Dessa vez ele dominou no peito, driblou Xabi Alonso com um corte preciso, mas chutou para fora.

AFP
Recuperado, Abidal entrou em campo e foi exaltado pelos seus companheiros de Barça
E então a pressão do Barcelona se consolidou de vez nos minutos seguintes: aos 33, Messi roubou a bola de Lass Diarra, rolou para Villa, que chutou forte, cruzado, mas viu Casillas se esticar bem para evitar o gol com uma defesa difícil. Aos 34, Pedro também chutou para fora. Dois minutos depois, novo ataque de Messi, que chutou para Casillas brilhar novamente e salvar o Real Madrid.

Com tantos ataques seguidos, a torcida do Barcelona se empolgou de vez: passou a gritar "olé" enquanto os jogadores trocavam passes com tranquilidade, já que os adversários cansaram e, dessa forma, a marcação do Real Madrid deixou de existir até mesmo no meio-campo. O Barça não aproveitou isso, diminuiu seu ritmo e por isso o primeiro tempo acabou sem gols.

Antes de começar o segundo tempo, o gramado do Camp Nou foi invadido por Jimmy Jump, famoso por invadir locais de grandes competições esportivas pelo mundo. Vale lembrar que o Santiago Bernabéu também tinha sido invadido no final do primeiro jogo contra o Barcelona na final da Liga dos Campeões e a Uefa (União das Federações Europeias de Futebol) prometeu analisar se puniria o Real Madrid por isso.

Quando a bola voltou a rolar, ainda no primeiro minuto, um lance polêmico aconteceu. Cristiano Ronaldo partiu em arracanda na direção da defesa do Barcelona e conseguiu uma enfiada de bola para Higuaín, que finalizou para o fundo do gol. Mas o árbitro Frank de Bleeckere já tinha apitado para marcar uma suposta falta do português, que caiu no chão após o passe e trombou em Mascherano.

Porém, aos nove minutos do segundo tempo, a resposta do Barcelona veio de forma rápida e fulminante: mesmo cercado por Lass Diarra, Iniesta achou Pedro entrando na diagonal da direita para a esquerda. O brasileiro Marcelo não acompanhou o atacante, que só dominou e finalizou perfeitamente com a perna esquerda, no canto do gol, para o delírio dos torcedores do Barça.

O gol fez com que o Real mudasse e ficasse mais nervoso. Adebayor entrou no lugar de Higuaín, Özil substituiu Kaká, mas o time merengue apenas passou a fazer ainda mais faltas e continuou dominado pelo Barcelona. O time de Guardiola tocava a bola sem sustos até os 18 minutos do segundo tempo. Foi quando Xabi Alonso conseguiu um desarme no setor ofensivo, tocou para Di María, que conseguiu aplicar um drible desconcertante em Mascherano, mas chutou na trave. O rebote sobrou para o argentino do Real, que tocou para Marcelo balançar as redes e empatar o jogo.

AFP
Brasileiro falhou no gol do Barça, mas também balançou as redes no jogo

Com o gol, o Real Madrid equilibrou a partida e chegou até a igualar a posse de bola do jogo. O técnico Guardiola percebeu isso aos 29 minutos do segundo tempo e trocou o atacante David Villa pelo volante Keyta, com a intenção de retomar o controle do meio-campo.

Com a maioria de seus jogadores poucos inspirados no segundo tempo, na verdade o Barcelona dependia de Messi para manter a bola no ataque. Ele até conseguia dar trabalho, mas o jogo ficou rápido e o time catalão não conseguia impôr seu estilo de jogo.

Porém, com o passar do tempo, a necessidade de gols fez com que o Real Madrid ficasse cada vez mais nervoso e não conseguisse mais atacar o Barcelona, que conseguiu segurar o resultado e assim confirmar a sua classificação para a final da Liga dos Campeões.

FICHA TÉCNICA: BARCELONA 1 x 1 REAL MADRID

Local: Camp Nou, em Barcelona-ESP
Data: 3 de maio de 2011, terça-feira
Horário: 15h45 (de Brasília)
Árbitro: Frank de Bleeckere-BEL
Público: 95.701
Cartões amarelos: Ricardo Carvalho, Lass Diarra, Xabi Alonso, Marcelo e Adebayor (REA). Pedro (BAR)

GOLS: Pedro (BAR), aos nove minutos do segundo tempo, e Marcelo (REA), aos 18 minutos do segundo tempo.

Barcelona: Valdés; Daniel Alves, Mascherano, Piqué e Puyol (Abidal); Busquets, Xavi e Iniesta; Pedro (Afellay), Messi e Villa (Keita). Técnico: Guardiola

Real Madrid: Casillas; Arbeloa, Ricardo Carvalho, Albiol e Marcelo; Lass Diarra, Xabi Alonso, Di María, Kaká (Özil) e Cristiano Ronaldo; Higuaín (Adebayor). Técnico: Mourinho

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