De descendência ganesa, atacante italiano era vaiado por cerca de 100 torcedores romenos toda vez que tocava na bola no amistoso de quarta

Um dia depois da polêmica partida entre Itália e Romênia ser disputada, o atacante Mario Balotelli mostrou indignação nesta quinta-feira e pediu a ajuda de "todos" para combater o racismo no futebol. No amistoso de quarta-feira, Balotelli mais uma vez foi alvo de racismo.

De descendência ganesa, o atacante italiano era vaiado por cerca de 100 torcedores toda vez que tocava na bola. O argentino naturalizado italiano Cristian Ledesma, que fez sua primeira partida com a camisa da Itália, também sofreu com problema semelhante.

Indignado com a manifestação, o atacante do Manchester City disse que não pode resolver o problema sozinho. "Eu estava muito decepcionado ontem (quarta-feira) e não quis dizer nada. Sei apenas que não posso fazer nada sozinho. Todos precisam ajudar na luta contra o racismo", disse o jogador à Sky Itália.

Balotelli diz que pensou em abandonar o campo e agradeceu o apoio recebido de seus companheiros e do técnico da seleção italiana, Cesare Prandelli. O jogador já havia sofrido anteriormente com manifestações racistas, quando atuava pela Inter de Milão. Seu agente, Mino Raiola, já pediu para a Federação Italiana de Futebol intervir.

A respeito das vaias e insultos recebidos pelo jogador no estádio Hypo Arena de Klagenfurt, na Áustria, o vice-presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC), Demetrio Albertini, afirmou que o "futebol foi só um pretexto". O vice da FIGC disse ainda que se tratou de um grupo reduzido de torcedores, mas ressaltou que não é por causa disso que se deve diminuir a importância do episódio.

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