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Baier reforça vocação do Atlético de recuperar craques em baixa

Meio-campista, que decidiu encerrar a carreira no clube paranaense, segue roteiro que já havia dado certo com Washington e Assis, Alex Mineiro e Washington

iG São Paulo |

Na metade de 2009, o meio-campista Paulo Baier estava rifado no Sport Pecife. Havia brigado com o técnico Nelsinho Baptista e o clube pernambucano o pôs à venda. O Atlético Paranaense pagou para ver. Queria um jogador experiente para compor o elenco e que pudesse trazer alternativas na hora do sufoco, como resolver um jogo em uma cobrança de faltas.

Intuitivamente, o Atlético também perseguia uma tradição dentro do clube: a de transformar negócios de ocasião em cases de sucesso. Foi o que ocorreu com Paulo Baier. Rapidamente, o jogador tornou-se vital para a equipe. A ponto de ele decidir que vai encerrar a carreira no Atlético. Pedi para renovar por dois anos, por que quero me despedir do futebol aqui, disse, assinando até o final de 2012 com o clube.

Baier hoje é ídolo no Atlético, como foram nos anos 1980 a dupla Washington e Assis. E o que há em comum entre o artilheiro do Campeonato Brasileiro na era dos pontos corridos (86 gols) e o Casal 20? O feeling atleticano de comprar craques com a cotação em baixa. Em 1982, Washington e Assis eram reservas no Internacional. O clube gaúcho queria porque queria um lateral chamado Augusto, que atuava na equipe paranaense. O Atlético o vendeu e trouxe de contrapeso o Casal 20.

Washington e Assis deram aos atleticanos um bicampeonato estadual e um quarto lugar no Campeonato Brasileiro de 1983. Depois, foram vendidos a peso de ouro para o Fluminense, onde se consagraram como o Casal 20. O sucesso estimulou o Atlético a repetir a fórmula. Já vi o Atlético fazer grandes contratações quando ninguém apostava nelas, diz o diretor de futebol Valmir Zimmermann.

Outra case de grande sucesso foi o que envolveu a compra de Alex Mineiro. Em 2001, o atacante era moeda de troca do Cruzeiro. O clube mineiro queria o volante Marcus Vinícius do Atlético. O negócio foi fechado, e Alex Mineiro, cedido para complementar a transação. O resto da história é conhecidíssima: o jogador foi o grande nome da conquista do título brasileiro de 2001.

Mas impactante mesmo foi como Washington, o Coração Valente, foi parar no Atlético. Em 2003, quando atuava no Fenerbahçe, foi constatado um problema cardíaco no jogador. O clube turco o dispensou, e Washington estava prestes a encerrar a carreira quando o clube paranaense apareceu em sua vida. Além de lhe oferecer o CT do Caju para manter a forma, custeou uma cirurgia de risco. Resultado: o jogador recuperou-se e tornou-se o maior artilheiro de uma só edição do Campeonato Brasileiro ¿ fez 34 gols em 2004, confirmando a tradição atleticana.

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