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Futebol
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Ávila tenta sua última cartada contra o Vasco para ficar no cargo

Treinador do Cruzeiro vive pressão por resultados e, caso não vença, pode deixar o comando do time

Frederico Machado, iG Belo Horizonte |

Vida de técnico de futebol é cercada de pressão e mudanças. Mas, em alguns momentos, esses profissionais passam por momentos de tensão extrema. É o que vive Emerson Ávila no Cruzeiro até o momento da partida contra o Vasco, no próximo domingo, às 16h, na Arena do Jacaré. O treinador ainda não venceu no comando do time mineiro e um novo insucesso pode custar seu cargo.

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Depois da derrota para o Coritiba, na capital paranaense, Ávila balançou no cargo. Uma reunião entre os cartolas cruzeirenses na última quinta-feira decidiu pela permanência do treinador. O diretor de futebol do Cruzeiro, Dimas Fonseca, deu uma força para o técnico antes do duelo contra o Vasco.

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"Nós só trocamos o treinador quando as coisas não estão sendo bem feitas. Não é o nosso caso. Sabemos que a relação do Emerson com a imprensa é excelente, como não acontece com outros treinadores. A insatisfação do torcedor é com resultados, não com o trabalho do treinador", afirmou Dimas Fonseca.

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Emerson Ávila sabe que uma de suas funções no Cruzeiro é "apagar incêndios"

O cartola afirmou que o clube mineiro não entrou em contato com nenhum outro treinador para uma eventual troca. "Essas especulações sempre existiram, ainda mais quando existe essa sequência de resultados negativos. Não contactamos nenhum treinador e não pensamos nisso. Nosso técnico é o Emerson Ávila com total confiança da diretoria", ressaltou.

Mas o próprio Emerson Ávila sabe que sua permanência no cargo depende do resultado contra o Vasco. "Não tem como fugir disso e achar que o país vai mudar de uma hora para outra. Agradeço a confiança da direção, confio no meu trabalho. Entendo que as mudanças são naturais também. Se não fizer o time reagir, a mudança é natural. Tenho feito o melhor dentro da minha capacidade", resignou-se o treinador.

Ávila lembrou que uma de suas funções no Cruzeiro é exatamente "apagar incêndios" durante a transição de um treinador para outro. "Sou funcionário do clube, acompanho as trocas de comando técnico. Uma das minhas funções é fazer essa transição. A direção entendeu que não era o momento de fazer transição, mas a permanência de pessoas que já estão aqui. Confio no meu trabalho, nas coisas que faço. O grupo é forte e pode reverter essa situação", concluiu o técnico.

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