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Avesso à fama, Dedé mantém vida simples e rejeita rótulo de herói

Zagueiro do Vasco é o mais brincalhão do elenco e não abre mão dos hábitos que tinha antes de virar um 'prestigiado'

Hilton Mattos, iG Rio de Janeiro |

Do alto de seu 1,93m, o Dedé da vida real, o de carne e osso, tem fala mansa – até um pouco fina como a do lutador Anderson Silva – jeito doce. É bobo, brincalhão para não passar uma impressão errada. Adora uma resenha, é o primeiro a provocar os colegas e fiel escudeiro de Felipe nas gozações e apelidos. Aos 23 anos, experimentando o sucesso que o fez virar destaque no site da Fifa, o zagueiro do Vasco preserva a simplicidade.

Confira a classificação do Brasileiro

Nesta entrevista ao iG, Dedé parece ainda não se dar conta do personagem no qual se transformou depois de um 2011 até aqui irretocável. Jogador de seleção brasileira, apelidado de Mito, comparado a Beckenbauer, ídolo máximo hoje da torcida vascaína e cobiçado pelo futebol europeu, ele admite que o sucesso o fez melhorar de vida, trocou de carro, mora bem, mas mantém os hábitos de antes de fama mesmo sabendo que será assediado.

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AE
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Aliás, Dedé não se acha famoso. Se considera, no máximo, prestigiado. Para saber mais sobre o zagueiro cruzmaltino, confira os principais trechos da entrevista.

iG: Quem é o melhor zagueiro em atividade no Brasil?
Dedé:
Fico com o Rodolfo. E com o João Felipe, que forma dupla com ele (no Grêmio). Tem também o Castan (Leandro), do Corinthians.

iG: Mas e o Dedé?
Dedé
: Não entro nesta disputa. Não me avalio, não me dou nota. Deixo para vocês fazerem isso. Tenho que pensar em jogar bem, e só.

iG: De onde vem o faro de artilheiro do Dedé? Você pensava em ser um zagueiro-artilheiro?
Dedé:
Não. Não pensava. Talvez eu faça tantos gols porque me preocupo primeiro em defender. Fico lá atrás focado, atento, não quero que o Vasco sofra gols. E quando tem espaço, eu subo ao ataque. Talvez seja isso, ir a hora certa, sem afobação. Aí os gols acabam nascendo naturalmente.

iG: Mas você treina finalização?
Dedé
: Sim. Sabe o que eu faço muito? Fico o Germano (Carlos, treinador de goleiro) treinando. Ele cruza e eu procuro me posicionar, me colocar bem. Hoje, com a sequência de jogos e viagens, faço menos. Mas sempre que posso, trabalho todos os fundamentos.

iG: O que já mudou na sua vida após a fama?
Dedé
: Olha, hoje tenho uma casa melhor (mora na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio), dou mais conforto à minha família. Isso antes eu não tinha. Meu carro era um Palio, hoje é um Volvo. O dinheiro me dá uma condição melhor

iG: Dedé: E o que o Dedé não pode fazer mais por causa da fama e do assédio?
Dedé:
Não deixo de fazer nada por causa do assédio. Não é porque ali vão querer tirar foto comigo que vou deixar de ir para jantar ou passear. Não deixo de ir a shopping, comer fora. Minha rotina não mudou em nada.

iG: Está gostando de ser famoso?
Dedé
: É muito bom ser prestigiado. Famoso ainda não sei...

iG: Como não? Você hoje é uma unanimidade no clube e na posição...
Dedé
: Eu vejo por aí...Sei que a fase boa do Vasco ajuda na minha carreira, na minha visibilidade, mas ainda me acho que uma pessoa normal.

iG: Então você não se sente o super-herói que a torcida tanto idolatra?
Dedé:
Super-herói? Você está brincando. Herói é o super man. Eu não sou nada disso. Nem tenho essa pretensão. Sou o Dedé zagueiro, que joga para ajudar o Vasco.

iG: Dos 12 gols este ano qual o mais marcante?
Dedé:
Destaco dois: o primeiro na vitória de 5 a 2 contra o Universitario e agora contra o Botafogo.

 

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