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Atual presidente, Kalil está confiante: "A torcida me elegeria"

Com três anos de mandato, atual presidente do Atlético-MG aposta na estruturação do clube para vencer

Victor Martins, iG Belo Horizonte |

Flickr/Clube Atlético Mineiro
Eleito em outubro de 2008, Alexandre Kalil tenta o seu segundo mandato no Atlético-MG
Empresário e com uma vida ligada ao Atlético-MG , Alexandre Kalil tenta emplacar o seu segundo mandato como presidente do clube que acompanha desde que nasceu. Na década de 80 viu de perto uma das maiores gerações atleticanas, já que seu pai, Elias Kalil, era o presidente. Assim como o Atlético-MG, Kalil faz aniversário em 25 de março.

Veja também: Estrutura, salário e seleção fazem Atlético-MG conquistar Ávine

E é essa identificação com o clube é uma das apostas do atual presidente, que ressalta o trabalho feito fora de campo. O clube dobrou sua arrecadação em três anos de mandato. Saiu de R$ 60 milhões e no ano que vem tem orçamento previsto de R$ 130 milhões. Se em campo a coisa ainda não andou, Kalil diz que o Atlético-MG está pronto para vencer.

iG: O que te fez querer ser reeleito o presidente do Atlético-MG?

Kalil: Eu achei que o Atlético seria refeito muito rápido, e não é. Foi muito duro fazer, reconstruir o Atlético. Então, o Atlético está pronto. É um clube que dobrou seu faturamento em três anos e o contrato novo (renovação com a TV Globo) só vale ano que vem.

iG: No final do primeiro turno do Brasileiro você anunciou que era candidato à reeleição...

Kalil: Para colher o que eu plantei.

iG: Sim. Então em algum momento você pensou em não ser candidato?

Kalil: Pensei. Em alguns momentos eu pensei sim.

iG: Exclusivamente por causa do futebol?

Kalil: Claro, só por causa do futebol. O trabalho aqui dentro está pronto. O Atlético é um clube superavitário, anualmente, dá lucro todo ano. É enxuto e investe no futebol. Quantas vezes a torcida foi buscar jogador no aeroporto nesses três anos? Tinha quanto tempo que não ia? Foi buscar até treinador. Tentamos de todos os jeitos. Não pecamos por omissão, pecamos por ação.

iG: Qual a maior diferença entre o Atlético-MG que você encontrou para o de agora?

Kalil: O Atlético é o único do mundo de primeira divisão que ficou 50 dias sem presidente, sem ninguém. O estatuto não falava como era, então chegaram aqui e assumiram o Atlético. Ficaram dois meses com o Atlético. O Atlético tinha R$ 19 mil em caixa, R$ 2,5 milhões de cheque pré-datado na rua e quatro meses de salários atrasados. Não tinha crédito para comprar um cacho de banana.

iG: Porque está tão bem fora de campo e dentro os resultados ainda não apareceram?

Kalil: Porque tem pouco tempo que está bem. Estão julgando 38 anos nas costas de três anos de administração. Mas uma hora vai. Com o clube zoneado, devendo e sem crédito, não tem a menor chance. Um clube organizado passa a ter chance e é isso que eu quero me dar.

iG: Depois de arrumar o clube, agora é fazer o time que a torcida tanto espera?

Kalil: Eu tentei fazer. Tentei, tentei, tentei e aprendi. Tem de ter calma. Tínhamos de ter calma desde 2009. Hoje sou mais experiente.

iG: Dois anos lutando contra o rebaixamento podem interferir no resultado da eleição?

Kalil: O conselheiro do Atlético sabe como votar, ele vem votar no Atlético. Se ele achar que os outros dois candidatos são melhores do que eu, que ele vote no que achar melhor. O conselheiro tem a obrigação de votar no melhor candidato.

iG: E o Alexandre Kalil é o melhor?

Kalil: Eu sou o mais preparado para ser presidente do Atlético, não tenho a menor dúvida.

iG: Você diz ter história dentro do clube. Até que ponto isso faz diferença?

Kalil: Nós vamos começar tudo do zero de novo? O Atlético foi recriado, não podemos começar do zero. Temos de caminhar para frente. Querer exercer dois mandatos, não é ficar 20 anos no clube, é acabar um trabalho. Que venha o próximo presidente e continue o trabalho. (O estatuto do Atlético-MG permite apenas dois mandatos seguidos para o presidente).

iG: O que o Alexandre Kalil garante para a torcida se for reeleito?

Kalil: Garanto que vou lutar pelo Atlético 24 horas por dia. E vou te falar mais uma coisa. Se a torcida votasse, eu estaria reeleito, apesar dos pesares. Tenho certeza disso. Porque eu ano na rua e sei como é.

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