Publicidade
Publicidade - Super banner
Futebol
enhanced by Google
 

Atrasos no Fielzão constrangem CBF em visita a Brasília

Entidade vê São Paulo como sede mais atrasada. Ricardo Teixeira não quis falar sobre o tema no Senado

Paulo Passos, iG Brasília |

Os atrasos no início das obras do estádio de Itaquera constrangem o presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ricardo Teixeira, que também lidera o COL (Comitê Organizador Local) do Mundial de 2014. A arena do Corinthians, que está prevista para receber a abertura da Copa, é o caso que mais preocupa a organização do evento, classificado como mais grave do que a Arena das Dunas, de Natal, que também não teve as obras iniciadas.

O estádio do Corinthians, em Itaquera, chegou a ter o início das obras anunciado para dezembro de 2010. O prazo, depois, foi prorrogado sucessivamente para janeiro, fevereiro, março, abril e maio. Com problemas pontuais do terreno de Itaquera, como os dutos da Petrobrás enterrados no local, os dirigentes que tratam da burocracia necessária para fazer a arena sair do papel deram as mais variadas datas para o início das obras da sonhada arena corintiana, lançada oficialmente no dia 1º de setembro de 2010.

“É o estado mais rico do país e não consegue resolver esses problemas. São Paulo, assim como o Rio de Janeiro, sabia que teria jogos desde antes de 2007, quando a Copa foi confirmada no Brasil”, afirmou um integrante da delegação da CBF que foi à Brasília acompanhar Ricardo Teixeira na audiência pública, no Senado, que tratou dos direitos de transmissão do Brasileiro.

Na sua participação na audiência, Teixeira não foi questionado sobre as obras do Mundial. A ausência de perguntas sobre o tema teria sido, conforme o iG apurou, uma exigência do cartola para comparecer à Comissão. Antes mesmo da audiência começar, Teixeira avisou por meio de sua assessoria de imprensa que não falaria com os jornalistas.

Obras prometidas para maio

Maio começa neste domingo, e com ele mais um prognóstico para o início das obras. Desta vez, Luís Paulo Rosenberg, diretor de marketing do Corinthians que conduz as negociações sobre o estádio, declarou no dia 15 de abril descartava que o estádio possa ser usado na Copa das Confederações, em 2013, mas afirmou que “nada impediria o início das obras para a primeira quinzena de maio”. Como não poderia deixar de ser, mais uma vez a teoria não se confirmou na prática.

Nesta terça-feira, Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo, nem esperou maio chegar para jogar essa previsão para junho. Nos quase 40 dias até o sexto mês do ano, Kassab espera que um termo de conduta alinhavado entre o Corinthians e o Ministério Público Estadual quanto à utilização do terreno, que é da prefeitura, seja assinado entre as partes.

Esse seria o único empecilho que impediria o início das obras. Kassab até contrariou previsão corintiana e colocou a arena que não saiu do papel como provável palco paulistano para a Copa das Confederações, em 2013.

Fato é que em junho faltarão 36 meses para a Copa. E a previsão inicial de duração das obras sempre foi de 30 meses. Após vários adiamentos quanto ao início das obras, não seria demais acreditar que as obras também não transcorrerão dentro do prazo estipulado.

“São 30 meses de construção, mas tem os 10% de tempo a ser considerado para alguma eventualidade. Pode chegar a uns 33 meses”, disse Jorge Pagura, secretário estadual de esportes de São Paulo em recente visita ao CT do Corinthians.

* colaborou Bruno Winckler, iG São Paulo

Leia tudo sobre: COPA 2014Campeonato BrasileiroITAQUERACORINTHIANSCBF

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG