Publicidade
Publicidade - Super banner
Futebol
enhanced by Google
 

Atlético-PR lidera campanha de doadores de sangue em Curitiba

Clube faz campanha contínua e provoca rivais a também estimularem suas torcidas a abastecerem os hemobancos da capital e da região metropolitana

Altair Santos, especial para o iG |

O Paraná conta com cerca de 2,1 milhões de doadores de sangue. O ideal, segundo o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), é que pelo menos três milhões adotassem essa prática regularmente no Estado. Para conter esse déficit, as campanhas de doação de sangue chegaram ao futebol. Os três principais clubes de Curitiba - Atlético, Coritiba e Paraná Clube ¿ se colocaram a serviço da causa neste ano e têm conseguido bons resultados.

O pioneiro foi o Atlético Paranaense, que entrou na campanha no dia de seu aniversário, em 26 de março. De lá para cá, a adesão da torcida tem surpreendido até os organismos habilitados para receber doações. Segundo Márcia Biernaski, enfermeira-chefe do setor de atendimento ao doador do Hemobanco, campanhas como essas têm como função principal sensibilizar a população. Elas criam uma mobilização e, no caso dos clubes de futebol, permitem adesões a longo prazo, avalia.

No caso do Atlético, desde que o clube passou a estimular sua torcida a fazer doação de sangue, o cálculo é de que cerca de 15 mil atleticanos tenham se tornado frequentadores mais assíduos dos bancos de sangue. Isso é obrigação da marca, porque, sobretudo, é uma marca inserida na comunidade e que tem a obrigação da participar ativamente para que a sociedade tenha um retorno em relação a tudo que ela dá para o próprio clube, diz o diretor de marketing do clube, Paulo César Verardi.

Por conta disso, o Atlético também entrou em outras campanhas, como a de doação de órgãos. O clube foi estimulado por secretarias de governo e por ONGs e fez uma exposição sobre o tema nos recentes jogos na Arena da Baixada. É bom porque alerta e causa um apelo junto à população, analisa Verardi. 

Coritiba e Paraná Clube também entraram recentemente em campanhas semelhantes. Mesmo assim, os organismos de doação de sangue estimam que o déficit de cerca de 900 mil doadores só será combatido se houver uma participação contínua de pelo menos 50% das torcidas dos três clubes da capital. Fora isso, os bancos de sangue sempre terão falta de determinados tipos sanguíneos. Por que não depende apenas da quantidade de doares, mas da especificidade do sangue que é utilizado, diz Márcia Biernaski, alertando que o período crítico para os bancos de sangue é o que se aproxima: o das festas de final de ano e de férias de dezembro e janeiro.

Leia tudo sobre: atlético-pr

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG