Vitória atleticana no Engenhão faz equipe dormir fora do Z-4, enquanto o Flu se complica na luta pelo bi

Agêncio O Globo
Daniel Carvalho comemora o primeiro gol no Engenhão
A noite deste sábado vai ser de alívio e alegria para o Atlético-MG . Com o triunfo por 2 a 0 sobre o Fluminense , com gols de Daniel Carvalho e André , o time mineiro deixa a zona do rebaixamento, mesmo que momentaneamente, depois de sete rodadas. A alegria é maior ainda com a entrada do rival Cruzeiro no grupo dos últimos colocados. Para ficar fora do Z-4, o Atlético-MG seca o próprio Cruzeiro diante do Atlético-GO e o Ceará contra o Atlético-PR.

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Já o Fluminense se complicou na luta pelo título e por uma vaga na Copa Libertadores. Mesmo com mais de 70% de posse de bola durante todo o jogo, a equipe de Abel Braga mostrou o quanto sente falta dos meias Marquinho e Deco e do atacante Fred. “Futebol é méritos, eles foram poucas vezes e marcaram. Cabe a nós treinar mais”, lamentou o atacante Rafael Sobis, que sem receber a bola dentro da área, teve de tentar os chutes de longe.

A vitória vale a saída da zona do rebaixamento e ainda quebra um tabu que estava acompanhando o futebol mineiro no Engenhão. Nenhum clube do estado havia vencido no Estádio João Havelange. O resultado mostra que o Atlético-MG está forte na briga contra o rebaixamento, mas o zagueiro Réver alerta que o time não conquistou nada e pede atenção para as próximas rodadas.

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“É difícil jogar com o Fluminense, com essa empolgação. Conseguimos uma vitória importante, contra um time que briga pelo título, mas não podemos nos acomodar, temos de nos preparar para o jogo contra o Palmeiras”.

O jogo
A pressão inicial do time mandante como é costume, não ocorreu com o Fluminense, que teve dificuldade para chegar perto do gol do Atlético-MG, que estava bem fechado e com Mancini fazendo o papel de um volante. Já o time mineiro mostrou claramente que jogaria no contra-ataque. E foi no primeiro, logo aos nove minutos, que Bernard invadiu a área e foi derrubado por Mariano. Daniel Carvalho cobrou o pênalti aos dez minutos e colocou o Atlético-MG na frente.

A partir de então o Fluminense passou a jogar somente no campo ofensivo, mas com muita dificuldade para entrar na defesa adversária. Apesar de ter muita posse de bola, superior a 70%, o time de Abel Braga não conseguia chutar, claramente sentindo a falta de jogadores importantes, como os meias Deco e Marquinho e os atacantes Fred e Rafael Moura. Numa das poucas chegadas, Lanzini costurou a defesa atleticana, mas Rodrigo furou dentro da pequena área.

Aos 43 minutos, o atacante Rafael Sobis arriscou de fora da área e a bola passou com perigo. Mas dois minutos depois o Atlético-MG mostrou eficiência. Daniel Carvalho cruzou e André antecipou aos zagueiros para marcar de cabeça o segundo gol atleticano, o que fez o técnico Abel Braga ouvir o coro de “burro”, por conta do resultado negativo de 2 a 0 e a falta de criatividade de sua equipe, que terminou o primeiro tempo com 72% de posse de bola e pouco criou.

Para mudar o jogo, Abel colocou Araújo em campo. Mas pouco adiantou, já que o Fluminense não encontrava espaços na forte marcação armada por Cuca. Mariano até conseguiu uma chance de marcar, aos quatro minutos, mas chutou fraco e em cima do goleiro Renan Ribeiro. Oportunidade boa mesmo foi do Atlético-MG. Márcio Rosário errou a saída de bola e Daniel Carvalho lançou Mancini, que achou melhor chuta ao invés de tocar para André, que estava melhor colocado, mas a bola foi para fora.

O Atlético-MG se propôs a fazer o que foi combinado no intervalo, segurar o Fluminense e administrar o resultado. E o time alvinegro fez isso muito bem, tanto que a equipe tricolor continuava com 70% de posse de bola e seguia sem criar uma boa oportunidade sequer. A melhor chance, aliás, foi do Atlético-MG. Aos 34 minutos o volante Richarlyson foi cruzar a bola e quase marcou um golaço. A bola encobriu Diego Cavalieri e bateu no travessão antes de sair.

Para complicar ainda mais a situação do Fluminense, o zagueiro Leandro Euzébio foi expulso por reclamação. O que era difícil ficou impossível. Mesmo com cinco minutos de acréscimo, o Fluminense nem pressionar conseguia, o máximo foram os chutes de fora da área com Rafael Sobis. No final da partida o Atlético-MG esteve perto do terceiro gol, mas não aproveitou um contra-ataque em que tinha três atacantes contra dois defensores.

FICHA TÉCNICA – FLUMINENSE 0 X 2 ATLÉTICO-MG
Local:
Engenhão, no Rio de Janeiro-RJ
Data: 22 de outubro de 2011, sábado
Horário: 18h (horário de Brasília)
Renda: R$ 378.075,00
Público: 19.525 pagantes
Árbitro: Jean Pierre Gonçalves Lima (RS)
Assistentes: Julio Cesar Rodrigues Santos (PE) e José A. Chaves Franco Filho (RS)
Cartões Amarelos: Edinho (FLU); Mancini, Carlos César e Fillipe Soutto (CAM)
Cartão Vermelho: Leandro Euzébio (FLU)

GOLS:
ATLÉTICO-MG: Daniel Carvalho, aos 10, e André, aos 45 minutos do primeiro tempo

FLUMINENSE: Diego Cavalieri; Mariano, Leandro Euzébio, Márcio Rosário e Carlinhos; Edinho, Rodrigo (Araújo), Fernando Bob (Souza) e Lanzini; Martinuccio (Ciro) e Rafael Sobis.
Técnico: Abel Braga.

ATLÉTICO-MG: Renan Ribeiro; Carlos César, Réver, Leonardo Silva e Triguinho; Pierre, Fillipe Soutto, Mancini (Richarlyson) e Daniel Carvalho (Eron); Bernard e André (Neto Berola).
Técnico: Cuca.

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