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Atlético-MG pagou dívidas e, sem Mineirão, fechou ano no negativo

Faturamento com bilheteria caiu mais de R$ 5 milhões. Já o prejuízo operacional beirou os R$ 500 mil

Victor Martins, iG Belo Horizonte* |

Quando assumiu o Atlético-MG, o presidente Alexandre Kalil encontrou uma dívida próxima à casa dos R$ 300 milhões. Na época, um valor 500% maior que o faturamento bruto do clube. Um acordo feito com a Justiça Trabalhista, ainda na gestão de Ziza Valadares, e outro feito pelo próprio Kalil com demais credores, faz com que 25% da receita bruta do clube seja convertida em pagamentos de dívidas antigas.

Se o Atlético-MG ainda não conta com 100% do que fatura em mãos, o clube não passa mais o constrangimento de ter contas bloqueadas e nem dinheiro retido para o pagamento de credores. Com dinheiro nas mãos e ciente do que pode gastar, Kalil monta o time de futebol dentro deste orçamento. Mesmo assim o clube fechou 2010 no vermelho: déficit de R$ 474.242,00.

O valor cresce se somado com as dívidas antigas, chegando ao total de R$ 19.966.822,00. Porém, não significa que esse valor deixou de ser pago ou saiu dos cofres do clube. Mesmo assustador, os R$ 19 milhões já representam um grande avanço no pagamento das dívidas, que em 2008 alcançaram os R$ 36.475.721,00.

Flickr/Clube Atlético Mineiro
O Atlético-MG em ação na Arena do Jacaré no clássico contra o América-MG

Se dentro de campo não é possível afirmar a falta que o Mineirão faz, fora dele é possível. A arrecadação com bilheteria caiu de 2009 para 2010. No ano retrasado o clube faturou R$ 13.942.097,00, contra R$ 8.422.960, do ano passado. A diferença, superior aos R$ 5 milhões, seria mais do que suficiente para o Atlético-MG não ter o prejuízo operacional de 2010.

Nos próximos meses, o clube vai se livrar da dívida trabalhista. Em dois anos foram pagos mais de R$ 15 milhões a ex-funcionários e ex-jogadores do clube. Com isso, a diretoria vai passar a ter 15% do que recebe para aplicar no time de futebol.

A principal divida do clube continua sendo com o ex-presidente Ricardo Guimarães, um valor que beira os R$ 100 milhões. Mas, após um acordo feito com o ex-dirigente, que é dono do Banco BMG, o Atlético-MG vai começar a pagar o valor em junho do ano que vem, com parcelas de R$ 200 mil mensais e porcentagem na venda de jogadores. Além disso, o clube conseguiu dois anos de isenção nos juros da dívida.

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