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Clube não conquistou títulos nacionais, nem voltou à Libertadores e restam poucos jogadores da "Era Luxa"

Bruno Cantini/Clube Atlético Mineiro
Projeto de Luxemburgo visava recolocar o time no rumo das grandes conquistas e ocorreu o contrário
Há dois anos o Atlético-MG apresentava Vanderlei Luxemburgo como o seu treinador para as temporadas 2010 e 2011. Com o discurso baseado em projeto e currículo vitorioso, o técnico foi apresentado por Alexandre Kalil bastante confiante no sucesso no comando da equipe alvinegra. Mas o que sei viu, apesar do título Mineiro, foi um time frágil dentro de campo. Ao invés de brigar pelos grandes títulos, a equipe alvinegra lutou contra o rebaixamento por duas temporadas consecutivas.

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Tanto que o projeto de Luxemburgo no Atlético-MG não durou dez meses. Com o time ameaçado pela queda, em 2010, o treinador perdeu o emprego e semanas depois já estava no Flamengo . Quando assumiu o comando do Atlético-MG, Vanderlei Luxemburgo teve carta branca de Alexandre Kallil para contratar. Ao todo foram 22 reforços, que seriam a base do projeto de dois anos, tempo de contrato entre o treinador e o clube.

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“O Kalil conversou comigo diretamente e eu gostei do projeto. Eu gosto de projeto com um início, meio e fim. Tem um leque legal de oportunidades, uma possibilidade de ganhar uma tríplice coroa e levar o Atlético para uma competição internacional”, disse Luxa no dia em que foi apresentado.

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Mas dois anos depois, o que se vê no Atlético-MG é um cenário bem diferente. Dos 22 atletas contratados durante a passagem de Vanderlei Luxemburgo, apenas cinco podem emplacar na temporada 2012. Os zagueiros Lima e Réver , os meias Nikão e Daniel Carvalho , além do atacante Neto Berola são os remanescentes da “Era Luxa”.

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Dos cinco, nem todos podem continuar no clube em 2012. Réver é pretendido por outros clubes brasileiros, enquanto o meia Daniel Carvalho tem vínculo até maio e já pode assinar um pré-contrato com outra equipe. Reserva desde que retornou ao clube, Lima pode ser emprestado, criando assim espaço para um zagueiro da base.

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Tendo a passagem de Luxemburgo como exemplo e tudo o que ocorreu com o clube nas duas últimas temporadas, o Atlético-MG promete poucas mudanças na montagem do elenco em 2012 e, enfim, tendo uma base de uma temporada para outra. “O Atlético trabalhava com 35 jogadores com o Dorival . O Cuca quer reduzir esse número para 25, 28 jogadores. Nós vamos manter 18, 19 jogadores desses 25. Nós vamos contratar cinco, seis ”, disse o diretor de futebol do Atlético-MG, Eduardo Maluf, em entrevista à Rádio Itatiaia.