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Atlético-MG classifica como hierarquia dispensas de jogadores

Presidente falou sobre as saídas de Ricardinho e Zé Luís e revelou que o pedido já tinha sido feito por Luxemburgo, em 2010

Victor Martins, iG Belo Horizonte* |

Desde que dispensou o volante Zé Luís e o meia Ricardinho, no sábado, finalmente um responsável do Atlético-MG falou sobre o caso. O presidente Alexandre Kalil classificou como respeito à hierarquia para abrir mão dos jogadores, embora não classifique o ocorrido como bode expiatório por conta do mau momento que o time atravessa. Segundo Alexandre Kalil, não é a primeira vez que um treinador do Atlético-MG reclama dos dois jogadores. 

A decisão, segundo o mandatário atleticano, não foi tomada por conta da derrota em Presidente Prudente, mas sim três dias antes. Kalil revelou que a reclamação de Dorival Júnior começou há 45 dias. Desde então a diretoria atleticana iniciou um processo de observação até tomar a decisão de dispensar os dois jogadores.

Flickr/Clube Atlético Mineiro
Alexandre Kalil, presidente do Atlético-MG, dispensou os meias Ricardinho e Zé Luís
“Quanto aos profissionais, são ótimos profissionais, com horário responsável, mas aqui no Atlético temos preparador físico, treinador, fisioterapia, quem coloca horário e quem escala. O treinador acha, com apoio do presidente, que a hierarquia não pode ser quebrada. A partir do momento em que jogador critica horário, escalação, o treinador não aceita. Busco explicações para cinco derrotas seguidas com o Celso (No Brasileiro de 2009), da situação do time do ano passado e do motivo de três treinadores (Celso Roth, Vanderlei Luxemburgo e Dorival Júnior) pediram a cabeça de um mesmo jogador. E, depois, dois treinadores (Luxemburgo e Dorival) pediram a cabeça dos dois mesmos jogadores. Não podemos fazer dos jogadores o demônio e nem santos. A diretoria não é inocente e os jogadores não são culpados. Como não me vi à vontade de pegar meu boné e me demitir, e o treinador tem um prestígio nacional e com a diretoria, vamos dispensar os jogadores, porque é o que deve ser feito e é o mais fácil a se fazer.”

Ao ser questionado sobre o fato de afastar Zé Luís e Ricardinho somente em abril, mesmo sabendo do histórico dos dois jogadores com os treinadores anteriores, Alexandre Kalil revelou que os treinadores pediram as saídas de ambos, mas mudaram a decisão logo em seguida.

“Ameaçavam e não tiravam. Pediam e voltavam atrás. A primeira vez que pediu e disse que queria, foi agora. Se tivesse feito com o Vanderlei e com o Celso, também teriam saído. No caso do Vanderlei era o Ricardo e o Zé Luís. No Celso, só o Ricardo. Eles sabem que o Vanderlei pediu a saída deles, depois voltou atrás”.

Com a decisão de dispensar os jogadores e manter Dorival Júnior, Kalil diz estar pagando um preço barato, pois quem faz o contrário paga caro. “Esse é um assunto que morre aqui. Maluf e Dorival não vão falar sobre isso. É um assunto encerrado. Quem não prestigia treinador quando tem problema com atleta, paga uma conta muito cara. Quem não prestigiou paga a conta até hoje. Não tem culpado, estamos corrigindo um rombo”, disse o dirigente, que diz ter recebido um sinal positivo do grupo de jogadores.

“A reação foi muito boa, porque, normalmente, quando acontece isso, vem um jogador, dois, o capitão, pedirem para os jogadores ficaram, e não foi o que aconteceu. Isso foi tratado olho a olho, com o Dorival e os dois jogadores e não houve nenhuma reação a favor dos jogadores internamente.”.

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