Publicidade
Publicidade - Super banner
Futebol
enhanced by Google
 

Astro de cinema e protesto contra ataque à Líbia ofuscam Brasil

Anthony Hopkins preferiu não falar sobre futebol, e Neymar diz que nem ouviu manifestantes no hotel

Marcel Rizzo, enviado iG a Londres |

Getty Images
Sorridente, Anthony Hopkins não respondeu pergunta sobre o que ele acha do futebol brasileiro
A chegada dos jogadores brasileiros ao hotel The Dorchester, na região central de Londres, foi marcada pela presença de famoso ator de Hollywood e protesto contra a ofensiva do Ocidente contra a Líbia. O Brasil enfrenta a Escócia em amistoso domingo (27 de março), no Emirates Stadium, campo do Arsenal.

Minutos depois dos quatro atletas que atuam em clubes ingleses desembarcarem no hotel, um tumulto em porta de acesso chamou a atenção. David Luiz, do Chelsea, e Lucas, do Liverpool, conversavam com os jornalistas quando curiosos que estavam na porta do hotel se animaram ao ouvirem que Anthony Hopkins, ator britânico naturalizado norte-americano, sairia pela porta.

Minutos antes, uma mulher loira, aparentando pouco mais de 40 anos, perguntou em português a alguns jornalistas brasileiros o motivo da presença deles ali. Imaginava que seria por Hopkins, famoso por papéis como Hannibal Lecter no filme “Silêncio dos Inocentes”, pelo qual ganhou o Oscar de melhor ator em 1991. Ela pareceu aliviada ao ouvir que o motivo era a presença da seleção.

Logo Hopkins apareceu, quando um Rolls Royce parou na entrada do hotel, para recebê-lo. Os jogadores foram então ignorados e o ator, sentado no banco de carona (que na Inglaterra fica do lado esquerdo), estava sorridente, mas não quis responder o que acha do futebol brasileiro. A loira, no banco de trás, ainda conseguiu mandar um “alô, Belo Horizonte” para uma das câmeras de TV que tentava uma palavrinha de Hopkins.

O The Dorchester é um tradicional hotel da cidade, que já recebeu famosos como Nelson Mandela, Madonna, Michael Jackson. Chefes de estado também frequentam o loção, que tem diárias que chegam a R$ 1,7 mil. Em 2005 o hotel chegou ao noticiário esportivo brasileiro como ponto de encontro entre Alberto Dualib, ex-presidente do Corinthians, e Kia Joorabchian, chefão da MSI, parceira do clube naquele ano.

Barulho
Uma hora depois, mais ou menos às 15h em Londres (12h em Brasília), os jogadores que viajaram com Mano Menezes e o staff da seleção do Brasil, chegaram ao hotel. No exato momento que Neymar, Elano e Lucas falavam, centenas de pessoas eram acompanhadas pela polícia com bandeiras brancas na mão. Eles foram desviados para uma rua lateral, mas protestavam contra os ataques na Líbia. O Reino Unido é um dos integrantes da força que ajuda os rebeldes a conter o ditador Muamar Gadafi.

“Nem ouvi nada. Nossa preocupação aqui é a Escócia”, disse Neymar. Policial ouvido pelo iG disse que o desvio que as pessoas fizeram já estava previsto no roteiro do protesto, avisado com antecedências às autoridades.
 

Leia tudo sobre: seleção brasileiraAnthony HopkinsNeymar

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG