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Jogador do Palmeiras diz que usará experiência para acalmar mais jovens sobre turbulências no elenco

Marcos Assunção , como diriam os jogadores de futebol, “assumiu a bronca”. Na coletiva desta terça-feira, o experiente atleta do Palmeiras afirmou que está disposto a assumir a responsabilidade para abafar uma eventual crise de relacionamento, mas afirmou que isso ainda não existe no elenco. Segundo ele, no entanto, é preciso uma conversa com os mais jovens para que todas essas histórias que aparecem na mídia não atrapalhem o ambiente no clube.

No último domingo, Luiz Felipe Scolari declarou que percebeu uma diferença no ambiente do clube desde a “novela Kleber”, quando o Flamengo se interessou pelo atacante e chegou a fazer oferta para contar com o futebol do atacante. Desde então, segundo o treinador, jogadores olham mais para o salário do outro e se preocupam menos em fazer gols. Marcos Assunção rechaçou a história.

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“Acho que não tem crise. Pelo menos da minha parte, não tem nenhum tipo de problema. Eu estou preocupado com o meu e só. Eu quero que eles ganhem muito, ganhem bastante. O que eu pedi, eu ganhei e meu contrato foi renovado. Não interessa se ele ganha 500, 600 ou 700. Mas pelo menos no que eu vejo, não tem nenhum problema de relacionamento aqui dentro”, afirmou o batedor de faltas.

“Nós (os mais experientes) temos que ter essa responsabilidade de abafar as crises, por termos mais tempo de carreira, mais tempo no futebol. Tem muito garoto aqui no Palmeiras e, para eles, essas coisas podem assustar. É para isso que tem os mais velhos, para que quando aconteça isso no futebol eles vão ver que é normal em qualquer time. Não é só aqui no Palmeiras, não só no Brasil, mas no mundo e em qualquer time grande. Os problemas têm que ser resolvidos dentro do Palmeiras, porque, quando vai para fora, o desgaste é maior do que se fosse resolvido internamente”, completou.

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Assunção ajudará mais jovens a evitar sustos com turbulências
AE
Assunção ajudará mais jovens a evitar sustos com turbulências


Marcos Assunção também afirmou que o grupo precisa estar unido para quebrar a sequência de jogos sem vencer. Já são quatro jogos que o time não sai comemorando, somando os três encontros pelo Brasileirão e um pela Copa Sul-Americana. Isso não acontecia desde novembro do ano passado.

O atleta reconhece que o Bahia, adversário das 21h de quinta-feira, no Canindé, será difícil, mas afirmou que a vitória é essencial para o Palmeiras não se distanciar da ponta. Para que isso aconteça, ele confia e elogia Luiz Felipe Scolari e descarta a chance de ser companheiro de profissão do treinador no futuro.

“Por isso que eu não quero ser treinador. Cada momento ele é uma coisa. É treinador e técnico durante o jogo e o técnico. Quando termina, na reunião e antes e depois do jogo, ele é psicólogo. E aí quando tem esses problemas de jogador sair e chegar, ele é diretor, quer conversar. É um cara certo, é a maneira dele e sempre quer ver as coisas certas”, finalizou.