Pressionado, Sérgio Batista comanda a Argentina contra o Uruguai, neste sábado, pelas quartas de final da Copa América

Um técnico jovem, com um projeto de renovação, que substituiu um ídolo nacional e se encontra pressionado para vencer uma competição em casa. O perfil pode até ter semelhanças com a realidade de Mano Menezes, mas trata de Sergio Batista, técnico da seleção argentina. O ex-volante comanda neste sábado o time no clássico contra o Uruguai, às 19h15, em Santa Fé, pelas quartas de final da Copa América.

Contratado para substituir Maradona e, mais ainda, para conseguir fazer Messi brilhar na seleção argentina, Batista está sendo pressionado por resultados no seu país. Na primeira fase da Copa América, a Argentina, assim como o Brasil, tropeçou nos dois primeiros jogos e só foi vencer o terceiro, contra a Costa Rica, que garantiu a classificação.

Sergio Batista assumiu o cargo na seleção da Argentina após a demissão de Maradona
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Sergio Batista assumiu o cargo na seleção da Argentina após a demissão de Maradona

“Tenho contrato até o final das eliminatórias da Copa do Mundo e vou seguir até lá”, afirmou o técnico, conhecido na Argentina como Checho, apelido da época de jogador.

“Brasil e Argentina tem pressão. Estamos obrigados a ter êxito. Tanto eles quanto nós, estamos obrigados a ganhar”, afirmou o técnico, aos ser perguntado sobre a semelhança do seu trabalho com o de Mano Menezes.

Twitter x Facebook
Como jogador, Checho Batista construiu uma carreira vitoriosa. Foi campeão da Libertadores com o Argentinos Juniors e era titular na conquista do Mundial de 1986. Por tudo isso, é respeitado pelos torcedores argentinos. Nada, porém, igualado à idolatria em torno de Maradona, que ocupou o cargo antes dele.

Discreto e pouco a afeito a polêmicas, o novo comandante da Argentina é uma antítese do seu antecessor. “É uma pessoa calada, séria. É divertido, mas não um cara extravagante fora de campo”, contou ao iG o amigo e ex-companheiro de Argentinos Juniors, Adrián Domenech.

Desde que assumiu o cargo, Batista tenta se tornar mais popular. Assim como Mano, que foi um dos primeiro treinadores a aderir ao Twitter e já conta com mais de um milhão de seguidores, o argentino aposta do Facebook. Foi pela sua conta no site de relacionamentos que o treinador divulgou a lista de convocados para a Copa América.

Até agora, Checho acumula bons resultados à frente da seleção argentina. Em 16 jogos, foram 11 vitórias e 5 empates. Mesmo assim, um tropeço na Copa América em casa poderia custar o emprego do treinador. Como já bem disse Mano sobre a vida de técnico: “O hotel é bom, a carne aqui é boa, é tudo maravilhoso. Mas se não vencer não adianta nada…”

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